quinta-feira, 17 de maio de 2018

Paraguai e a Lei da Maquila

Seria talvez o Paraguai a China sul-americana? Dadas as dimensões territoriais e populacionais completamente diferente, fica impossível fazer tal comparação. Mas no mínimo uma comparação com outro país asiático de crescimento recente bastante significativo o Vietnã.

O país de pouco mais de 6,6 milhões de habitantes é praticamente, neste aspecto do mesmo tamanho que Santa Catarina. Porém seu território é bem maior com 406 mil km2.

Conhecido por ser uma nação de terras baratas e por suas lojas de importados próximas a fronteira com o Brasil, o país é atualmente o país com melhores indicadores num aspecto que o Brasil tem ido muito mal, a indústria.  

Regulamentada em 2000, a Maquila ganhou força em 2013 e desde lá vem se acentuando. É considerada o principal pilar do desenvolvimento econômico e a grande vitrine internacional do Paraguai. Já são 124 indústrias incluídas no programa de Maquila e cerca de 80% delas são brasileiras – mais de 50% das empresas se estabeleceram por lá só nos últimos três anos e geraram mais de 10 mil empregos diretos.

Mas o que é a Lei de Maquila e por que as empresas brasileiras estão migrando ou abrindo filiais no Paraguai? Primeiro, porque a Lei de Maquila não cobra impostos na importação de máquinas e matéria-prima para as empresas estrangeiras que decidirem fabricar no país e há um único imposto de 1% do valor agregado para a exportação. Em contrapartida, a empresa deve exportar 100% de sua produção até completar um ano no regime.

Mas há ainda outros benefícios, além da Lei de Maquila, ao investir no Paraguai. Já há alguns anos o país conta com baixa inflação e economia estável. Além disso, a legislação trabalhista é mais flexível, com encargos sociais 35% mais em conta e a energia elétrica é quase 50% mais barata. A previsão é de que com este baixo custo de produção, o empresário brasileiro chegue a uma economia de até 20% se comparado ao que gastaria ao produzir no Brasil.



Outro ponto é a vantagem geográfica. As empresas brasileiras que lá se estabelecem contam com a rapidez para abastecer e repor mercadorias, além de poder acessar mais facilmente alguns mercados, como a Europa, por exemplo. Isso porque hoje o Paraguai mantém acordo com a União Europeia e o Brasil não.

E por final vamos citar a forte concorrência com a Ásia. Com o regime especial da Maquila, o Paraguai quer substituir os produtos que as empresas brasileiras trazem da China. Para algumas indústrias, que importam dos chineses, está saindo mais barato fabricar no país vizinho. Além disso, a exportação com baixíssimo imposto também favorece a competitividade – no Brasil, cobra-se até 35% de imposto para importar da China e não é possível ‘re-exportar’ o produto pela grande quantidade de impostos a serem pagos.

Por isso, o capital brasileiro já está indo para o Paraguai e em diferentes setores. Fábricas de confecções e de calçados, indústrias têxteis, indústria plástica, de autopeças, etc estão entre as principais empresas brasileiras utilizando os benefícios da Lei de Maquila no Paraguai.

Jonathan Kreutzfeld

Segue abaixo, 2 vídeos recentes sobre a situação atual do país.




Fonte:




quinta-feira, 5 de abril de 2018

Resumo: Refugiados no Brasil e no Mundo

Ao redor do mundo, o deslocamento forçado causado por guerras, violência e perseguições atingiu em 2016 o número mais alto já registrado, segundo relatório divulgado hoje pelo ACNUR (Agência da ONU para Refugiados).



Importante

Refugiado: pessoa fora de seu país que não pode retornar por causa de perseguição por motivo de raça, religião, nacionalidade, por pertencer a um grupo social ou por opiniões políticas.

Deslocado interno: pessoa que, em virtude de conflito armado, violência generalizada, violações a direitos humanos ou desastres, é forçada a deixar o local de residência, mas permanece em seu país.

Solicitante de asilo: pessoa que pediu proteção internacional e aguarda a concessão de status de refugiado.

O relatório “Tendências Globais”, o maior levantamento da organização em matéria de deslocamento, revela que ao final de 2016 havia cerca de 65,6 milhões de pessoas forçadas a deixar seus locais de origem por diferentes tipos de conflitos – mais de 300 mil em relação ao ano anterior. Esse total representa um vasto número de pessoas que precisam de proteção no mundo inteiro.

Migrantes no litoral da Líbia no Mediterrâneo 
O número de 65,6 milhões abrange três importantes componentes. O primeiro é o número de refugiados, que ao alcançar a marca de 22,5 milhões tornou-se o mais alto de todos os tempos. Destes, 17,2 milhões estão sob a responsabilidade do ACNUR, e os demais são refugiados palestinos registrados junto à organização irmã do ACNUR, a Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina (UNRWA).

Campo de refugiados no Sudão do Sul
O conflito na Síria continua fazendo com que o país seja o local de origem da maior parte dos refugiados (5,5 milhões). Só pra ter uma ideia, a Síria já teve pouco mais de 20 milhões de pessoas em seu território e atualmente possui cerva de 15 milhões. Exorbitante esta perda de ¼ da população tão rapidamente. Entretanto, em 2016 um novo elemento de destaque foi o Sudão do Sul, onde a desastrosa ruptura dos esforços de paz contribuiu para o êxodo de 739,9 mil pessoas até o final do ano passado. No total, já são 1,4 milhão de refugiados originários do Sudão do Sul e 1,87 milhão de deslocados internos (que permanecem dentro do país).

O segundo componente é o deslocamento de pessoas dentro de seus próprios países, que ao final de 2016 totalizou 40,3 milhões em comparação aos 40,8 milhões no ano anterior. Síria, Iraque e o ainda expressivo deslocamento dentro da Colômbia foram as situações de maior deslocamento interno. Entretanto, o deslocamento interno é um problema global e representa quase dois terços do deslocamento forçado em todo o mundo.

O terceiro componente está relacionado aos solicitantes de refúgio, pessoas que foram forçadas a deixar seus países em busca de proteção como refugiados. Globalmente, ao final de 2016, o número total de solicitantes de refúgio era de 2,8 milhões.

Todos esses números evidenciam o imenso custo humano decorrente das guerras e perseguições a nível global: 65,6 milhões significam que, em média, 1 em cada 113 pessoas em todo mundo foi forçada a se deslocar – uma população maior que o Reino Unido, o 21º país mais populoso do mundo.

Uma conclusão fundamental do relatório “Tendências Globais” é que o nível de novos deslocamentos continua muito alto. Do total contabilizado ao final de 2016 (65,6 milhões), 10,3 milhões representam pessoas que foram forçadas a se deslocar pela primeira vez. Cerca de dois terços deste contingente (6,9 milhões) se deslocaram dentro de seus próprios países. Isso equivale a 1 pessoa se tornando deslocada interna a cada 3 segundos – menos tempo do que se leva para ler essa frase.

Ao mesmo tempo, o retorno de refugiados e deslocados internos para as suas casas, em conjunto com outras soluções como reassentamento em outros países, significaram melhores condições de vida para muitas pessoas em 2016. No total, 37 países aceitaram 189,3 mil refugiados para o reassentamento.

Cerca de meio milhão de refugiados tiveram a oportunidade de voltar para seus países, e aproximadamente 6,5 milhões de deslocados internos regressaram para suas regiões de origem – embora muitos deles tenham voltado em circunstancias abaixo do ideal e ainda com um futuro incerto.

Em todo o mundo, a maior parte dos refugiados (84%) encontra-se em países de renda média ou baixa, sendo que um a cada três (4,9 milhões de pessoas) foi acolhido nos países menos desenvolvidos do mundo. Ou seja, as pessoas saem de um lugar impossível, para algum muito ruim. Este enorme desequilíbrio reflete diversos aspectos, inclusive a falta de consenso internacional quando se trata do acolhimento de refugiados e a proximidade de muitos países pobres às regiões em conflito.

Países que mais acolhem refugiados

De todos os países, a Turquia acolheu o maior número de refugiados, totalizando 2,8 milhões até a metade de 2016. Em seguida estão Paquistão (1,6 milhão), Líbano (1 milhão), Irã (978.000), Etiópia (742 mil), Jordânia (691 mil), Quênia (523 mil), Uganda (512,6 mil), Alemanha (478,6 mil) e o Chade (386,1 mil).

“As comunidades mais pobres são as que mais contribuem ao oferecer um lugar seguro às pessoas que foram forçadas a se deslocar”.

Maior campo de refugiados do mundo, com mais de 300 mil pessoas fica em Dadaab no Quênia

A Síria continua representando os maiores números de deslocamento no mundo, com 12 milhões de pessoas (quase dois terços da população) que ou estão deslocadas dentro do país ou foram forçadas a fugir e hoje são refugiados ou solicitantes de refúgio.

Sem contar a situação de refugiados palestinos que já tem longa duração, colombianos (7,7 milhões) e afegãos (4,7 milhões) continuam sendo a segunda e terceira maior população de pessoas forçadas a deslocar (sejam refugiadas ou deslocadas internas) no mundo, seguidos pelos iraquianos (4,2 milhões) e sul-sudaneses (a crise de deslocamento que cresce mais rapidamente).

As crianças, que representam a metade dos refugiados de todo o mundo, continuam carregando um fardo desproporcional de sofrimento, principalmente devido à sua elevada vulnerabilidade. Tragicamente, 75 mil solicitações de refúgio foram feitas por crianças que viajavam sozinhas ou separadas de seus pais. O relatório aponta que possivelmente este número subestime a real situação.

O ACNUR também estima que, até o final de 2016, ao menos 10 milhões de pessoas não tinham nacionalidade ou corriam risco de se tornarem apátridas. Entretanto, os dados recolhidos pelos governos e comunicados ao ACNUR limitavam o número de apátridas a 3,2 milhões em 75 países diferentes.

O ACNUR elabora o relatório “Tendências Globais” anualmente com base em seus próprios dados, do Internal Displacement Monitoring Centre e dos governos.

No Brasil

Nos últimos cinco anos, as solicitações de refúgio no Brasil cresceram 2.868%. Passaram de 966, em 2010, para 28.670, em 2015. Até 2010, haviam sido reconhecidos 3.904 refugiados. Em abril de 2016 ano, o total chegou 8.863, o que representa aumento de 127% no acumulado de refugiados reconhecidos – incluindo reassentados.

O relatório mostra que os sírios são a maior comunidade de refugiados reconhecidos no Brasil. Eles somam 2.298, seguidos dos angolanos (1.420), colombianos (1.100), congoleses (968) e palestinos (376). Ao todo são 79 nacionalidades.


A região que mais absorve os refugiados, é a que mais carece de mão de obra em diversas áreas, o sul. Conforme podemos observar no mapa abaixo.


Quando se trata de solicitações de refúgio, os haitianos são os que mais solicitam. Vale ressaltar que a Venezuela, que passa por grave crise econômica tem aumentado vertiginosamente esses dados desde que a pesquisa foi feita. Só pra ter uma ideia, até o final de 2016 os valores ficam próximos de 10 mil pessoas que solicitaram refugio provenientes da Venezuela. 


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Jonathan Kreutzfeld

Fonte:







sexta-feira, 30 de março de 2018

Redação Nota 1000 – Maioridade Penal



Novamente teremos uma série de postagens de redações que atingiram nota máxima, considerando os critérios do Enem e ou de importantes vestibulares do Brasil.

A redação a seguir foi proposta e corrigida pelo professor Nardy Bechtold Júnior do terceiro ano do Ensino Médio do Colégio Cônsul Carlos Renaux de Brusque.

Tema: Maioridade Penal

Por Emily Amâncio

A pauta sobre diminuição da maioridade penal no Brasil é tópico de inúmeras discussões. Essa utilização de penalidades para infratores que atrapalham a vida em sociedade tem origem, juntamente, com as primeiras sociedades humanas, existindo as chamadas leis de sangue, nas quais era utilizado a morte ou tortura como castigo. O sistema de punições primitivo se desenvolveu até chegar nos presídios contemporâneos; contudo, ainda não é isento de falhas, o que leva a constantes debates acerca do tema, inclusive, relacionados a idade com a qual o indivíduo estaria ciente de seus atos e apto a pagar por eles. 

No Brasil, a maioridade penal é a partir dos 18 anos, fato que leva inúmeros traficantes a aliciarem menores a fim de cometerem o crime por eles, pois caso sejam pegos o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) prevê 3 anos máximos de internação, a qual é ineficiente para seu propósito de reiteração, além de saírem com a ficha limpa, uma falha no sistema brasileiro. O sentimento de impunidade também fica bastante evidente ao tomar o caso recente no qual um adolescente matou a namorada um dia antes de completar dezoito anos; por isso, não deve existir uma lei geral para diminuição da maioridade, mas sim, a análise de cada caso específico, com pena condizente.

Em contrapartida, o argumento sobre a superlotação do sistema carcerário faz se presente. Todavia, esse não deve ser sobreposto ao sentimento de impunidade vigente, principalmente aos menores infratores de crimes hediondos, que em muitos casos possuem o discernimento do que é certo e errado; contudo, não possuem o mesmo desenvolvimento que adultos; e ainda, considerando a difícil reinserção dos jovens infratores na sociedade, causado pelo título de "faculdades de criminosos" que as cadeias brasileiras posssuem, tornando-os piores do que quando entraram, deve se fazer existente, instituições próprias para atender tal demanda.

Considerando o supracitado, faz-se necessário uma maior atenção do Tribunal de Justiça para cada caso isolado, levando em consideração a gravidade do crime e as variáveis que o transgressor a cometê-lo; assim, existirá uma pena adequada para cada situação e os adolescentes estarão cientes das possíveis consequências. Como solução a longo prazo é imprescindível investimentos na área educacional feitos pelo Ministério da Educação, para garantir que as crianças sejam ensinandas sobre a importância da vida em comunidade através de exemplos e práticas; dessa maneira, a incidência de crimes será menor dentre todas as faixas estárias, e a penalidade utilizada de maneira coerente. Assim, o Brasil será um lugar mais seguro e justo para se viver.


quinta-feira, 22 de março de 2018

Fake News e a Polarização Política

Fake News é uma expressão bastante utilizada atualmente e tornou-se mais popular com os fortes ataques de Donald Trump à mídia tradicional. Ele por sua vez é acusado de ter sido o maior beneficiado com as fake news em toda a história das eleições americanas.

O assunto é grave e hoje as pessoas já tem dificuldade em acreditar em notícias fora dos veículos de comunicação tradicionais. E isso levou várias comissões a se formar e analisar o impacto das notícias falsas no Brasil e no Mundo. Abaixo teremos dados levantados pela UNESCO, União Europeia, Instituto de Internet de Oxford e agências de comunicação brasileiras.

A Comissão Europeia diz que termo fake news é inadequado e tornou-se arma para atacar veículos independentes. O relatório feito por 39 especialistas da União Europeia afirma que muitos políticos descontentes com algumas notícias publicadas corretamente são desdenhados com o uso do termo e isso põe em risco o próprio jornalismo sério. O relatório rechaça o uso da expressão, destaca o direito fundamental da liberdade de expressão e repudia qualquer tentativa de censurar conteúdos.

De acordo com pesquisadores do Instituto de Internet de Oxford (OII) as notícias falsas compartilhadas em algumas redes sociais já pode chegar a 50% de todo o volume de notícias geradas. De acordo com o mesmo instituto as notícias produzidas por organizações profissionais de jornalismo chegam a apenas 23% do total de notícias. Um fato interessante sobre o assunto nos EUA é utilizado como exemplo: Republicanos desde 1988 não venciam eleições em Michigan, e todas as pesquisas oficiais indicavam vitória de Hillary. Por fim, Trump venceu por 0,2% no estado e muitos afirmam que o resultado pode ter sido manipulado por excessivas noticias falsas produzidas fora do país e compartilhadas em redes sociais por ali.

Relatório da Unesco

A indústria da mídia, que permanece a principal fonte de notícias e informação na era digital, tem diante de si amplas oportunidades e profundos desafios, disse a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) no relatório sobre liberdade de imprensa, pluralismo, independência e segurança de jornalistas.

O relatório alertou que “no mundo todo, o jornalismo está sob ataque”, citando a disseminação das notícias falsas e dos algoritmos nas redes sociais, que criam “salas de eco” e exacerbam a polarização política.

A indústria da mídia, que permanece a principal fonte de notícias e informação na era digital, tem diante de si amplas oportunidades e profundos desafios, disse a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) no início de novembro (6) em relatório sobre liberdade de imprensa, pluralismo, independência e segurança de jornalistas.

“Cobrindo o período de 2012 a 2017, esse estudo não apenas mapeia as tendências globais, como faz um chamado inequívoco para ação para superar novos e persistentes desafios”, disse Irina Bokova, então diretora-geral da UNESCO, no documento intitulado “Tendências Mundiais para a Liberdade de Expressão e Desenvolvimento da Mídia”.

“(O relatório) fornece um ponto de referência único para Estados-membros, organizações intergovernamentais, grupos da sociedade civil, academia, jornalistas e profissionais de mídia, e todos aqueles que desejam compreender os fundamentos da liberdade de imprensa em um mundo em mudança”, acrescentou.

O relatório destaca desenvolvimentos positivos enquanto a sociedade civil se mobiliza para promover um maior acesso à informação, veículos de mídia cooperando com serviços de checagem de dados para combater uma torrente de desinformação, e um número cada vez maior de governos adotando leis de liberdade de informação.
Na era digital, diz o relatório, as mulheres jornalistas podem desenvolver uma presença on-line desprendidas das hierarquias das redações, e os jornalistas cidadãos e ativistas têm acesso a meios de comunicação de massa que antes eram inacessíveis.

O relatório, no entanto, alertou que “no mundo todo, o jornalismo está sob ataque”, citando a disseminação das notícias falsas e dos algoritmos nas redes sociais, que criam “salas de eco” e exacerbam a polarização política. Além disso, lembrou que alguns governos derrubaram o acesso à Internet, principalmente em períodos pré-eleitorais, enquanto jornalistas permanecem sob ataque, enfrentando crescente violência.

“Os desafios são ainda maiores para cidadãos do mundo todo, mulheres e homens que dependem do jornalismo profissional para conduzir o desenvolvimento e a transformação de suas sociedades”, disse Bokova.

Os principais dados foram reunidos por Guy Berger, diretor da Divisão de Liberdade de Expressão e Desenvolvimento de Mídia da UNESCO, em evento realizado ao lado da Comissão de Comunicação e Informação da Conferência Geral da UNESCO em Paris.

Fake News no Brasil

No Brasil, os grandes agentes de proliferação de notícias falsas são o Facebook e o Google. Embora 78% dos brasileiros usem as redes sociais para se informar, pelo menos 42% assumem já ter compartilhado notícias falsas nas redes sociais, aponta uma pesquisa com mais de mil participantes.

A pesquisa Consumo de Notícias do Brasileiro mostrou também que apenas 39% dos respondentes têm o hábito de sempre checar a fonte da informação, um número ainda pequeno comparado à porcentagem de usuários que se informam pelas mídias digitais.

O Facebook é a principal plataforma utilizada para se informar, de acordo com 6 a cada 10 respondentes. Em seguida, aparece o Twitter com apenas 4% e o Linkedin com 2%. O Whatsapp também foi citado por 10% dos respondentes. Apesar da adesão em massa, apenas 6% confiam totalmente no que leem nas redes, enquanto 26% confia parcialmente e 11% desconfia totalmente.

“O fato de 42% dos respondentes indicarem que já compartilharam uma notícia falsa é bem expressivo e preocupante. Pois entendemos que somente as pessoas que tiveram contato com a notícia verdadeira assinalaram essa alternativa. Ou seja, esse número pode ser potencialmente muito maior, pois algumas pessoas podem nem saber que disseminaram uma notícia falsa”, disse Fernanda Dabori, presidente da Advice Comunicação Corporativa, em comunicado.


Eleições 2018

Uma das principais preocupações para as eleições de 2018, as fake news, notícias falsas disseminadas nas redes sociais, são tema de um anteprojeto anunciado este mês na primeira reunião do ano do Conselho de Comunicação Social do Congresso Nacional (CCS).

Desde a posse dos novos membros do Conselho de Comunicação Social, em novembro, o combate às fakes news vem sendo apontado como prioridade. A preocupação é que a rápida circulação de noticiário falso interfira diretamente na disputa eleitoral, desequilibrando o pleito e prejudicando candidatos e partido.

Questionado pela imprensa, o presidente do Senado, Eunício Oliveira, manifestou-se contrário aos termos do anteprojeto.

Leia a nota de esclarecimento da Presidência do Senado:

"A Presidência do Senado Federal enfatiza que não solicitou e que não está em elaboração qualquer projeto de lei para alterar o Código Penal, a Lei Eleitoral ou o Marco Civil com o objetivo de criar mecanismos de censura à livre manifestação e informação na internet.

O senador Eunício Oliveira acrescenta que não solicitou ao Conselho de Comunicação do Congresso Nacional, um órgão apenas consultivo e sem a faculdade de apresentar projetos, para que elaborasse qualquer sugestão nesse sentido."

Jonathan Kreutzfeld

Fonte:






terça-feira, 20 de março de 2018

Classificação dos Tornados

O tornado é um tipo de fenômeno meteorológico forte e perigoso que se manifesta por uma coluna de ar que gira como uma nuvem em contato com a superfície. Ele pode ter vários tamanhos e formas sendo que a mais comum é a de cone onde a parte mais fina toca a superfície terrestre.

As intensidades também variam bastante, mas a grande maioria dos tornados tem velocidade entre 65 e 180 Km/h e pode percorrer quilômetros de distância. Há casos em que essa velocidade chega a 480 Km/h.

Os tornados costumam se formar juntamente com fortes tempestades. É necessária produção de vento intenso, elevada precipitação pluviométrica e em alguns casos granizo. Assim que atinge o solo o tornado pode atingir de 100 a 1200 metros.

Podem ser detectados por meio de radares e visualmente, no caso de caçadores de tempestades. Os radares mais usados são os de impulsos Doppler.

Existe ainda uma escala conhecida como Fujita que mede a intensidade dos tornados dependendo dos estragos que eles causam. Existe uma versão melhorada da escala Fujita que foi desenvolvida e é muito usada em alguns países, ela é conhecida como  Enhanced Fujita Scale.  Confira abaixo uma tabela da Escala Fugita:

Escala Fujita - Tornados
Tornado em Criciúma -SC
Os tornados podem ser observados em todos os continentes do mundo exceto na Antártida. A região onde há mais incidência é n "Alameda dos Tornados", uma região dos Estados Unidos onde o fenômeno costuma fazer grandes estragos. Outras regiões onde eles também ocorrem com frequência são no sul da Ásia, no norte da América do sul, no oeste da Austrália e no noroeste da Europa.

Os tornados tipo F5 são muito raros, mas podem ocorrer. No meio-oeste dos Estados Unidos há vários registros. No Brasil, só foram observados tornados até F3.

A região preferencial de ocorrência desses fenômenos na América do Sul é no norte da Argentina, Paraguai e nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do Brasil.

Jonathan Kreutzfeld

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