terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Resumo Reforma da Previdência - PEC 287

Introdução

O ano de 2017 certamente foi de grandes discussões a respeito deste assunto, as opiniões favoráveis e contra a reforma são, por vezes calorosas. Fato é que sempre que assistimos à televisão ou lemos alguma coisa sobre o assunto, podemos ter mais opinião sobre dados do que análise ou interpretação dos mesmos. Neste resumo, vou primeiramente expor alguns dados sobre população, previdência e economia. O ano de 2018 já inicia politicamente com a mesma discussão mas, com as eleições pela frente, deve ficar só no talvez por mais algum tempo.

Mas antes de olhar os dados, é importante saber que o conceito de seguridade social pode ser bastante distinto entre as pessoas que expõem opinião e dados técnicos ou não. Algumas pessoas entendem que aposentadoria e pensões devem vir do mesmo fundo, outros não, tem os que entendem que a seguridade social abrange também a área da saúde, entre outras inúmeras formas de ver o assunto. Sem contar a famosa separação entre o regime dos funcionários públicos e dos privados.

Todos os dados utilizados nesta pesquisa estão nas fontes ao final da postagem e são em bases oficiais do próprio governo.

Quais são as principais mudanças que a reforma do governo prevê?

A proposta do governo fixa idade mínima de 65 para requerer aposentadoria e eleva o tempo mínimo de contribuição de 15 anos para 25 anos.

O governo pretende pressionar o trabalhador a contribuir mais tempo para melhorar o valor a receber. O benefício será calculado com base em 51% de 80% das melhores contribuições mais um ponto percentual a cada ano pago. Para se aposentar com 100% do benefício, será preciso contribuir 49 anos.

Ao elevar elevar a idade mínima do regime próprio da União, de 60 anos (homem) e de 55 (mulheres) para 65 anos para todos, o governo federal, automaticamente, aumenta as idades dos servidores de estados e municípios, do Judiciário e Legislativo. (espertamente o governo já revogou toda essa abrangência, tirando os estados e municípios, deixa o problema com centrais sindicais, por exemplo, na mão dos governadores e prefeitos.)

Os militares permanecem com as mesmas regras que possuem atualmente, os demais profissionais que tinham condições especiais, perdem as mesmas. Os servidores públicos continuariam tendo regimes de funcionamento separados do INSS porém com as mesmas regras dos demais trabalhadores.

SITUAÇÃO ATUAL


Considerando os dados fornecidos pelo INSS é fácil notar que com apenas 3,6 milhões de beneficiários, os funcionários públicos custam 255 bilhões de reais, enquanto os 32,6 milhões de beneficiários do INSS custam 418 bilhões. Se dividirmos o valor pago pelo numero de beneficiários, fica nítido que o funcionário público tem valores extremamente maiores.

Custo anual médio

INSS: 13.062,00 reais
Públicos: 70.833,00 reais

Sendo o teto do INSS de 5.531,00 reais, essa diferença absurda entre a remuneração que é paga a maioria dos trabalhadores do INSS que é em média de mil reais por mês só é possível porque muita gente do funcionalismo público consegue se aposentar com salários muito acima dos 5 mil reais.

E eu sempre digo que não vejo problema algum em ter pessoas ganhando salários enormes, desde que isso não comprometa a dignidade de recebimento de aposentadoria dos demais! E é o que vem acontecendo. Não é possível manter tantas pessoas aposentadas com valores muito elevados? Então desonera o excesso da folha deles, que certamente quem tem um super salário, tem mais condições de se garantir “sem aposentadoria” do que o operário da fábrica que ganha mil reais. E isso pode ser importante para que todos não precisem trabalhar em jornadas elevadas até os 65 anos.

Até porque penso que muita gente não se importaria de trabalhar até os 65, mas eu, por exemplo, não me imagino com 65 anos dando 40 aulas semanais no ensino médio, menos aulas quem sabe.

Sendo assim, os dados que veremos a seguir se referem apenas aos dependentes do INSS do setor privado, onde temos a maior parte dos contribuintes afetados pela reforma prevista pelo atual governo.

Aposentadoria Rural e Urbana

Outro fator que gera bastante discussão é o fato de que durante muito tempo, os trabalhadores rurais se aposentaram sem nenhum tipo de contribuição para o INSS. E neste caso eu digo que temos duas situações que devem ser avaliadas.

1 – Hoje nós temos um déficit absurdo nas aposentadorias rurais, se conseguirmos aumentar a formalidade desses trabalhadores e arrecadar mais e por mais tempo, podemos tapar um pouco desse rombo, mas realmente existe um rombo.

2 – Digamos que não conseguimos revolver da forma 1, se olharmos abaixo o gráfico referente as aposentadorias rurais veremos que o déficit tende a aumentar certo? Sim, mas saiba que a tendência, mesmo que não mude nada do que temos hoje, teremos num futuro próximo, uma parcela muito pequena trabalhando no campo e as maiores gerações de trabalhadores rurais já estão digamos, falecendo. Ou seja, se formalizar os que hoje estão no campo, no futuro dificilmente haverá déficit no campo.

Na separação contábil das contas observa-se o seguinte, no ano de 2015: a arrecadação da previdência rural foi de R$ 7,1 bilhões, com despesas de de R$ 98 bilhões, déficit de R$ 90,9 bilhões. Na previdência urbana, a receita foi de R$ 343,2 bilhões, com despesas de R$ 338 bilhões; superávit de R$ 5,2 bilhões. 

RESULTADOS URBANO 

RESULTADOS RURAL

Na imagem abaixo podemos também verificar, que a maior parcela absoluta dos trabalhadores rurais se aposenta com idade mais avançada e consequentemente fica em média, menos tempo aposentada que a população urbana.


Abaixo temos o resultado oficial (Urbano + Rural) e também a evolução do PIB brasileiro.

No gráfico dos resultados, é possível perceber que de 2003 até 2013 o Brasil tem um déficit “pagável”, sim pagável. Tá mas e de 2014 pra cá a coisa desaba e se torna perigosa! Isso mesmo, atualmente o governo alega que temos um déficit na previdência de 149,7 bilhões de reais e isso é bem perigoso. Mas é aí que vem a necessidade de olhar para o outro gráfico, o de evolução do PIB. Neste gráfico é possível perceber que de 2003 até 2011 temos crescimento do PIB e sabemos que desde então temos recessão (em 2012 e 2013 o Brasil cresceu 0,9 e 2,3% porém em dólar nosso PIB não subiu).

O que eu quero dizer com isso? Quero dizer que o governo deve trabalhar para fazer o PIB do país voltar a crescer e não simplesmente me fazer trabalhar até os 65 e pronto!

RESULTADOS URBANO + RURAL


Beneficiários: Acidentários e Previdenciários

Até agora já pudemos constatar que:

- O governo precisa fazer o PIB crescer;
- Os funcionários públicos precisam ter um teto de benefício igual aos demais contribuintes;
- A arrecadação previdenciária dos agricultores precisa ser feita.

Mas e se mesmo assim tivéssemos um déficit? Mesmo que não fosse hoje, sabemos que a população está envelhecendo, que hoje a população ativa é grande, mas no futuro não será... Onde podemos mudar mais alguma coisa?

Se pegarmos os dados mais recentes de quantidade de benefícios emitidos, veremos que no ano de 2015, a Previdência Social concedeu 4,3 milhões de benefícios, dos quais 88,5% eram previdenciários, 6,4% assistenciais e 5,1% acidentários.

E é dos acidentários que eu gostaria de falar um pouco mais. Digamos que um trabalhador de 30 anos de idade perca sua mobilidade em um acidente de trabalho porque não lhe foi oferecido o equipamento de segurança adequado. Este trabalhador deve receber uma indenização, certo? Sim, ele deve. Mas mesmo assim, esse cidadão vai acabar recebendo posteriormente um benefício por invalidez certo? Sim, e quem vai pagar eternamente este benefício ao trabalhador? O INSS! Então veja bem, o trabalhador sofreu um acidente de trabalho e não consegue mais trabalhar e recebendo ou não uma indenização do empregador, quem certamente vai ter um grande tempo pagando seu benefício é o INSS. Eu não tenho absolutamente nada contra o trabalhador acidentado (óbvio), mas não posso concordar com isso. Creio que em primeiro lugar, o governo deveria cobrar deste empregador todas as contribuições previdenciárias necessárias para garantir o benefício deste trabalhador via INSS. Depois de feito isso, o acidentado deveria buscar seus direitos individuais de indenização.

Abaixo a tabela que descreve o volume de benefícios por motivo.


Relatório da composição dos benefícios concedidos pelo INSS

No ano de 2015, a Previdência Social concedeu 4,3 milhões de benefícios, dos quais 88,5% eram previdenciários, 6,4% assistenciais e 5,1% acidentários.

Comparando com o ano de 2014, a quantidade de benefícios concedidos reduziu 16,6%, com decréscimo de 15,9% nos benefícios urbanos e 19,9% nos benefícios rurais. Os benefícios concedidos à clientela urbana atingiram 81,6% e os concedidos à clientela rural somaram 18,4% do total. As espécies mais concedidas foram o auxílio-doença previdenciário, a aposentadoria por idade e o salário-maternidade, com, respectivamente, 42,1%, 13,3% e 12,9% do total.

O valor total dos benefícios concedidos em 2015 atingiu R$ 5,0 bilhões, valor que representou um decréscimo de 8,1% em relação ao ano anterior, com os benefícios urbanos reduzindo 7,4% e os benefícios rurais 12,8%. Considerando o valor dos benefícios, as espécies mais concedidas foram todas previdenciárias: o auxílio-doença, a aposentadoria por tempo de contribuição e a aposentadoria por idade, cujas participações foram de 43,5%, 12,7% e 10,8%, respectivamente.

Em 2015, 99,4% dos benefícios concedidos à clientela rural apresentavam valor de até um piso previdenciário, enquanto que os benefícios da clientela urbana dessa faixa corresponderam a 41,9% do total. Observa-se que 98,2% dos benefícios urbanos estavam contidos na faixa que atinge até cinco pisos previdenciários.

Cerca de 57% dos benefícios foram concedidos a pessoas do sexo feminino, sendo que na clientela urbana esta participação foi de 55,0% e na rural 65,9%. Os benefícios concedidos a pessoas com 60 anos ou mais representaram 22,3% de todos os benefícios concedidos. Esse percentual aparentemente reduzido deveu-se aos benefícios que são concedidos independentemente da idade e que responderam por 67,7% do valor das concessões. Eram constituídos pelos benefícios de curta duração ou pelos benefícios decorrentes de invalidez, tais como os auxílios previdenciários, o salário-maternidade, os benefícios acidentários e o amparo ao portador de deficiência e ao idoso.

O valor médio dos benefícios apresentou um crescimento de 10,2% no ano, passando de R$ 1.052,62 em 2014 para R$ 1.159,68 em 2015. O valor médio dos benefícios urbanos foi 57,6% maior que o dos benefícios rurais, respectivamente, R$ 1.243,15 e R$ 788,83. A espécie de benefício com maior valor médio é a aposentadoria por tempo de contribuição (R$ 1.996,20), seguida da pensão por morte acidentária (R$ 1.692,90) e da pensão mensal vitalícia (R$ 1.575,38). O valor médio dos benefícios urbanos concedidos a pessoas do sexo masculino (R$ 1.397,37) é 25,1% maior que o do sexo feminino (R$ 1.116,78). Na clientela rural, a diferença percentual foi praticamente nula (R$ 789,19 para homens e R$ 788,65 para mulheres).

Considerações Finais

- O governo precisa fazer o PIB crescer;
- O governo precisa fazer o desemprego diminuir e assim aumentar a arrecadação previdenciária;
- A arrecadação previdenciária dos agricultores precisa ser feita.
- Os acidentes de trabalho devem ter maior responsabilidade por parte dos empregadores do que do INSS;
- A previdência pública precisa ter as mesmas regras que as do setor privado.

Se os dois primeiros itens são de responsabilidade do governo e podem contribuir muito para sanar os problemas do déficit previdenciário porque não começar a resolver o problema pela raiz? Afinal, a raiz de todos os nossos problemas neste momento é RECESSÃO ECONÔMICA. Então o governo precisa ter COMPETÊNCIA para resolver este problema sem ferrar com o trabalhador e tentar nos fazer trabalhar até os 65 anos.

Jonathan Kreutzfeld

Fonte:








Estrutura da População: Evolução das Pirâmides Etárias

O estudo das pirâmides etárias, é muito importante para identificar o "momento econômico" de um país. Consiste em elementos gráficos que apresentam as seguintes características de estrutura da população de um lugar:

Divisão por sexo: homens e mulheres. 

Neste item é importante lembrar que as mulheres é que de fato são responsáveis pela "reposição" populacional, uma vez que apenas elas possuem real capacidade de reprodução. Se tivermos um lugar com poucas mulheres, a chance deste lugar ter um crescimento vegetativo negativo é grande. Outra coisa que dá para notar em alguns casos, é um grande volume de redução de homens adultos em casos de países em guerra por exemplo.

Divisão por faixa etária: jovens (0-19), adultos (20-59) e idosos (60+). 

Esta informação é super importante para compreender a fase de transição demográfica que o lugar se encontra. Se houver proporcionalmente muitos jovens, significa que o lugar ainda apresenta sérios problemas na área da saúde. Oras, se muitos não ultrapassam os 19 é porque faltam investimentos na saúde das crianças e na das mães das mesmas. Já uma pirâmide com grande volume de adultos, significa que o lugar possui grande possibilidade de PEA (População Economicamente Ativa) e o lugar deve priorizar investimentos para garantia de empregos e então talvez ter grande crescimento econômico. Já uma pirâmide com um grande volume de idosos representa que este lugar está se desenvolvendo, e isso é muito bom! Mas deve tomar os devidos cuidados previdenciários que podem ter neste momento, uma certa sobrecarga. Problema este, que pode ser resolvido com planejamento.

Esta primeira imagem abaixo, demonstra da esquerda para direita, a transição demográfica de um país jovem para um país maduro. O Brasil é um país que está saindo da piramide do centro para a que está na direita.


A transição demográfica brasileira

O gráfico abaixo mostra a evolução da população idosa brasileira prevista para o período 2000 - 2060 se nada de muito contundente acontecer nas características demográficas que temos hoje.



Atualmente (2017) temos um universo de idosos que pode ser triplicado nas próximas décadas, afinal, a geração dos que hoje tem entre 25 e 35 anos é a maior que já tivemos (entre os fecundados no Brasil). E esta geração possivelmente chegará em peso aos 60 anos ou mais nas próximas décadas devido as melhorias na área da saúde principalmente.

Abaixo nós vamos verificar diversas pirâmides etárias brasileiras (1940 - 2060).

Essas duas primeiras (1940 - 1950), mostram um Brasil com grande percentual de jovens. Nesta época, o país ainda era extremamente rural e com sérios problemas de saúde, a taxa de mortalidade infantil era muito alta. Estas pirâmides rurais e de baixo crescimento populacional caracterizam a 1a fase da transição demográfica.




As décadas de 1960 até 1980 já apresentam um comportamento de país que estava se urbanizando. Caracterizando a 2a fase da transição demográfica e com as melhorias de acesso à saúde que isso pode trazer a população avançando também, temos nesta fase uma explosão demográfica muito bem caracterizada. Embora alguns passos já tenham sido dados para controlar a população como campanhas de uso de preservativo e da pílula o país passou nestas décadas por uma rápida duplicação de população.






Dos anos 1990 em diante, o Brasil já se encontra na 3a fase da transição demográfica e sua taxa de fecundidade dica abaixo de 3 filhos por mulher. É visível em todas as pirâmides a partir daqui que a população jovem vai de forma vertiginosa ficando menor que as demais camadas da estrutura etária do país. Os motivos desta postura de menor quantidade de filhos vem das campanhas contra a AIDS que acabam de certa forma aumentando o uso de preservativo, uso de pílula mais popularizado, inserção mais contundente da mulher no mercado de trabalho e altos custos de vida com a urbanização intensa.  As consequências desta redução populacional nas camadas mais jovens são:

- Falta de PEA em medio e longo prazo e a solução deste problema costuma ser buscar migrantes que possam suprir essas necessidades do mercado de trabalho e nem sempre isso é feito de forma tranquila e sem preconceitos.
- Sobrecarga do sistema previdenciário.






O gráfico abaixo demonstra o volume populacional dentro de cada faixa etária no ano de 2010. Com este grande volume populacional adulto o país costuma ter que se preparar para um futuro com muitos aposentados. Isso justifica reformas como a da previdência para estabilizar a economia e você pode ler mais a respeito em outro post que fiz sobre o assunto no link abaixo:

A partir do Censo de 2020 possivelmente teremos em nosso país, caracterizada a 4a fase da transição demográfica. Isso significa que teremos uma estabilidade populacional em curso com crescimento populacional entre -1% e +1% que é o esperado pelas Nações Unidas e tratado como ideal para um país.









Jonathan Kreutzfeld


Fonte: IBGE

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Países mais turísticos do mundo

O que será que torna um país muito mais turístico do que o outro?

A resposta na verdade envolve diversas variáveis, e quando se trata de turismo internacional podemos destacar:

- Poder aquisitivo dos países vizinhos;
- infraestrutura viária e de comunicações;
- Segurança;
- Paisagens naturais;
- Conservação de patrimônio histórico-cultural;
- Proximidade de grandes centros econômicos mundiais,

Se você parar para refletir sobre cada um desses itens, vai entender porque o Brasil não aparece na lista. Estamos longe de quem tem grana, derrubamos nosso patrimônio histórico sem refletir muito, e pra piorar nossas paisagens naturais embora sejam maravilhosas, não são tão exclusivamente nossas. Tem Amazônia na Guiana Francesa, praias no caribe, na Tailândia, na Indonésia... lugares que mesmo tendo alguns problemas em comum conosco, em geral estão mais próximos de grandes centros ou fazem parte deles.

Segue abaixo mapa com os 30 países mais visitados do mundo.


Jonathan Kreutzfeld


terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Prova Geografia e Atualidades UFSC 2018

Alguns comentários, esclarecimentos e postagens relacionados com a prova de Ciências Humanas da UFSC 2018. Em geral, a prova teve mais atualidades, talvez também devido a presença de sociologia na prova neste ano. Teve bastante cobrança relacionada a Geografia e História de Santa Catarina. Foi leve em Geografia Física. Prova muito bem elaborada como sempre, mas com algumas pequenas gafes que podem ter atrapalhado um pouquinho na assertividade em alguns casos.

Jonathan Kreutzfeld


Questão 5

A Revolução Russa, ocorrida em 1917, foi resultado de diferentes movimentos de insatisfação que culminaram com o fim do czarismo e a criação da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS). A liderança do operariado russo no processo revolucionário do país ganhou visibilidade
internacional e contribuiu para o crescimento das lutas trabalhistas pelo mundo.

Sobre o contexto dessa revolução e sobre lutas trabalhistas ao longo do século XX, é correto afirmar que:

01. na revolução de fevereiro de 1917, as principais lideranças socialistas operárias russas, Alexander Kerensky e Vladimir Lenin, comandaram a queda do czarismo, retiraram a Rússia da Primeira Guerra Mundial e implantaram um governo inspirado no marxismo.
02. no Brasil, em 1917, um movimento operário inspirado em ideais anarquistas liderou uma grande greve que envolveu várias categorias profissionais.
04. a Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), documento que reúne as leis trabalhistas brasileiras, foi resultado do diálogo estabelecido entre o movimento operário brasileiro e o governo militar durante os anos 1970.
08. criado e implantado no governo de João Goulart, em 1963, o Estatuto do Trabalhador Rural Brasileiro foi resultado da articulação entre a bancada ruralista e os movimentos sociais rurais do país.
16. entre as medidas tomadas pelo “governo provisório” de Getúlio Vargas (1930-1934), está a criação do Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio, por meio do qual o Estado passava a intervir nas relações entre patrões e empregados.
32. no início do século XX, para se organizarem e lutarem por melhorias, os trabalhadores russos criaram os sovietes, conselhos formados por representantes de operários, camponeses e soldados.

Comentário:


Questão 06

Os dilemas do Haiti

Até o início de 2010, podia-se dizer que o Haiti era um país marcado pela pobreza e instabilidade política. Afinal, desde 2004, em meio a um clima de guerra civil, lá estavam tropas de paz da ONU, comandadas pelo governo brasileiro, interessado em ampliar a sua influência no continente – eram mais de sete mil homens!

SANTIAGO, Pedro. Por dentro da História, 2. 3. ed. São Paulo: Escala Educacional, 2013, p. 113.

Sobre o Haiti e a trajetória do seu povo, é correto afirmar que:

01. considerado um caso singular, o movimento de independência do Haiti foi resultado de um levante popular comandado pela população negra contrária à dominação francesa.
02. em 2010, um forte terremoto atingiu o país, deixando o cenário de pobreza e instabilidade política ainda mais grave.
04. localizado no noroeste da África, o Haiti possui uma economia baseada na monocultura de cana-de-açúcar e no comércio clandestino de marfim e diamante.
08. no final do século XVIII, durante a rebelião escrava que iniciou o processo de independência, o líder François-Dominique Toussaint Louverture determinou a abolição da escravidão no Haiti.
16. em função do caráter violento do processo de emancipação, a independência do Haiti ainda não foi reconhecida pela ONU (Organização das Nações Unidas) e, por essa razão, o país está sob o controle das tropas internacionais.
32. a Primavera Árabe e o contexto de guerra civil das últimas décadas estão entre as principais razões para o crescimento da imigração de refugiados haitianos para o Brasil nos últimos anos.

Questão 08

Sobre a economia catarinense, é correto afirmar que:

01. no Oeste catarinense, a economia gira em torno da agropecuária, cuja principal base é a agricultura itinerante de baixa produtividade e a pecuária extensiva bovina de corte.
02. o padrão de crescimento alterou-se principalmente a partir da década de 1960, sobretudo com investimentos em energia e transporte e com a consolidação do setor eletrometalmecânico.
04. o padrão de crescimento da indústria catarinense até meados dos anos 1940 era baseado nos latifúndios por dimensão e nos setores dinâmicos da indústria de base.
08. praticamente até o século XIX, a produção de alimentos em Santa Catarina estava ligada às atividades agrícolas desenvolvidas sobretudo pelos açorianos e seus descendentes e às atividades pesqueiras.
16. no final do século XIX, as empresas estatais brasileiras desempenharam um papel fundamental na fixação dos imigrantes alemães na região de Blumenau e de Joinville e no desenvolvimento da cultura ervateira e da nascente indústria metalmecânica.

Comentário:


Questão 09

A maior unidade de conservação de proteção integral de Santa Catarina foi criada em 1975, com base nos estudos dos botânicos Pe. Raulino Reitz e Roberto Miguel Klein, com o objetivo de proteger a rica biodiversidade da região e os mananciais hídricos que abastecem as cidades da Grande Florianópolis e do Sul do Estado. Localizado em uma região estratégica, única e muito especial da Mata Atlântica, o Parque Estadual da Serra do Tabuleiro possui uma ampla diversidade de habitats. Cinco das seis grandes formações vegetais do bioma Mata Atlântica encontradas no Estado estão representadas no Parque.

Disponível em: . [Adaptado]. Acesso em: 30 jul. 2017.

Sobre o bioma Mata Atlântica, é correto afirmar que:

01. em Santa Catarina, a Mata Atlântica compreende as planícies e a serra do planalto ocidental catarinense, ambientes com baixo índice de umidade e elevada amplitude térmica.
02. a elevada biodiversidade do bioma Mata Atlântica, que conta com a presença de milhares de plantas vasculares, existe em função das variações ambientais do bioma.
04. o solo da região de Mata Atlântica, em geral mais raso e úmido, favorece processos de erosão e de movimentos de massa, como deslizamentos de encosta.
08. as formações da Mata Atlântica estão restritas às áreas de restinga.
16. uma das formações da fitofisionomia do bioma Mata Atlântica é a floresta estacional semidecidual, também conhecida como mata de araucária ou pinheiral, um tipo de vegetação do planalto meridional, onde ocorria com maior frequência.

Comentário: Na assertiva 04, muita gente deve ter ficado em dúvida pois o solo da Mata Atlântica em geral é profundo e não raso, porém nas áreas de encosta se apresenta raso o que pode gerar confusões.

Questão 10

Na obra Quarenta dias, de Maria Valéria Rezende, Alice, a narradora, é uma professora aposentada que sai de João Pessoa e chega a Porto Alegre, com escala em São Paulo.

Sobre a realidade brasileira e considerando o texto acima, é correto afirmar que:

01. as três cidades mencionadas no texto, além de representarem três regiões brasileiras – Nordeste, Sul e Sudeste –, apresentam realidades socioeconômicas diversas.
02. a maior cidade catarinense, Florianópolis, apresenta uma situação social muito distinta das capitais brasileiras, já que o quadro descrito para Porto Alegre em Quarenta dias inexiste na capital de Santa Catarina.
04. a realidade das noites em Porto Alegre, descrita por Alice, é bem representativa do número significativo de pessoas sem-teto abandonadas nas ruas dos grandes centros urbanos do Brasil.
08. São Paulo difere de Porto Alegre e de João Pessoa pelo fato de ser uma metrópole de polarização nacional e de ser considerada uma cidade global do tipo Beta, enquanto Porto Alegre e João Pessoa são as duas maiores metrópoles regionais do Sul e do Nordeste, respectivamente.
16. a desigualdade social é materializada na paisagem urbana e evidenciada nas condições de moradia, no acesso aos serviços públicos e na qualidade de vida dos moradores de rua, típica dos grandes centros urbanos.
32. a urbanização acelerada pela industrialização no Brasil foi responsável pela superação da população urbana sobre a rural a partir da década de 1990, embora nas regiões Centro Oeste e Norte a população rural ainda seja maior que a urbana e por isso inexistam desigualdade, segregação espacial, subemprego, submoradia, violência urbana e moradores de rua.

Questão 11

PELUSO JR., Victor A. Aspectos geográficos de Santa Catarina. Florianópolis: Editora da UFSC, FCC, 1991.

A diversidade geográfica e humana de Santa Catarina é surpreendente para um território de apenas 95,4 mil km2, o menor Estado do Sul do Brasil. Uma viagem de poucas horas de carro é suficiente para experimentar mudanças radicais no clima, na paisagem, nos sotaques e culturas.

Disponível em: . Acesso em: 25 jul. 2017.

Com base nas informações acima e nos conhecimentos a respeito de Santa Catarina, é correto afirmar que:

01. o processo de conquista e povoamento do Planalto Catarinense, em particular do Planalto Serrano, foi marcado pelas condições naturais, principalmente pela configuração do relevo e da vegetação.
02. o estado está dividido em duas porções, a partir de uma linha indicativa das serras Geral e do Mar, no sentido norte-sul, sendo o Litoral e a Encosta a porção de no 1 e o Planalto a de no 2.
04. as cidades de Joinville, Florianópolis, Blumenau, São José, Criciúma, Itajaí e Palhoça pertencem ao grupo das dez maiores populações absolutas do estado e estão concentradas na porção assinalada com o no 1.
08. a porção de no 2, drenada totalmente pela bacia hidrográfica do Uruguai, apresenta destaque na agroindústria, fruto da integração entre os pequenos produtores de cereais com empresas de propriedade de colonizadores europeus oriundos de diferentes áreas ao longo da região de no 1.
16. as mudanças radicais no clima e na paisagem são explicadas pelas diferenças altimétricas entre Litoral e Encosta (na porção de no 1) e Planalto (na porção de no 2), no qual ocorrem baixas temperaturas e precipitação de neve esporádica, que têm reflexos na paisagem.
32. o Vale do Itajaí Açu é uma região importante em Santa Catarina, com destaque para o quadrado formado por Blumenau, Brusque, Itajaí e Jaraguá do Sul, cidades cuja economia baseia-se na indústria têxtil.
64. o destino turístico “Caminho dos Príncipes” é marcado pela forte colonização alemã – como é o caso de Joinville, que apresenta a maior população do estado e é importante polo industrial, onde eventos culturais se destacam, a exemplo da Festa das Flores e do Festival de Dança – e pela influência portuguesa – como é o caso de São Francisco do Sul, que sedia o Museu do Mar e o Porto de São Francisco, na baía de Babitonga.

Comentário:


Questão 12

[...] A separação física com o vizinho pobre do sul tem sido uma política de Estado desde que Clinton ergueu os primeiros trechos, em 1993, reaproveitando sucata trazida da Guerra do Golfo.
Já são 1.046 km de barreiras separando os dois países, incluindo as grades de 4,6 metros contratadas pelo correligionário Obama. [...]
FOLHA DE S. PAULO, segunda-feira, 26 jun. 2017. A Mundo.

A reportagem trata das migrações que ocorrem na fronteira entre Estados Unidos e México. Sobre a situação abordada pelo texto acima e sobre as migrações e os refugiados no mundo atual, é correto afirmar que:

01. os Estados Unidos têm um percentual significativo de habitantes oriundos de outros países, sobretudo hispânicos, grande parte dos quais vivendo clandestinamente devido às restrições em vigor no país.
02. o endurecimento da vigilância e das leis imigratórias, sobretudo após os ataques de 11 de setembro de 2001, e as promessas de Trump de repressão à imigração demonstram que os Estados Unidos querem dificultar a entrada de pessoas no país.
04. desde a sua criação em 1988, o NAFTA (Acordo de Livre Comércio da América do Norte) estabeleceu a livre circulação de mercadorias, capital e serviços, como também de pessoas, entre os integrantes desse bloco econômico.
08. a União Europeia é, na atualidade, também destino de muitos refugiados, um grupo específico de imigrantes que foge por causa de conflitos internos, guerras, perseguições políticas, ações de grupos terroristas e violação dos direitos humanos.
16. a exemplo da Lei de Cotas de 1934, que foi criada para reduzir a números baixos a entrada de imigrantes no Brasil, nas últimas décadas aumentaram as restrições à imigração, com exceção para a mão de obra qualificada, a qual é integrada à sociedade brasileira com grande naturalidade.
32. os fatores de ordem econômica predominam ao longo da história como elementos provocadores dos movimentos populacionais, ou seja, há repulsão demográfica em áreas de desemprego, subemprego e baixos salários e há atração onde existe perspectiva de melhores condições de vida.

Questão 13

Realizada nos dias 7 e 8 de julho de 2017, a reunião do G20 prometeu reforçar os compromissos do Acordo de Paris. Os líderes de mais de vinte nações industrializadas e em desenvolvimento do mundo encontraram-se em Hamburgo, na Alemanha, para discutir temas financeiros e outras questões fundamentais ao desenvolvimento, como o meio ambiente.


Disponível em: . [Adaptado]. Acesso em: 10 jul. 2017.

Sobre o mundo contemporâneo e sua orientação e localização, é correto afirmar que:

01. a Alemanha, sede da reunião do G20, está localizada ao sul da linha do Equador.
02. os países membros do BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) também fazem parte do G20.
04. um dos objetivos do Acordo de Paris é a redução da emissão de gases causadores do efeito estufa, por meio da adoção de medidas como economia de energia, maiores investimentos em energias renováveis e reflorestamento.
08. a cidade de Hamburgo, sede da Reunião do G20 de 2017, localiza-se a leste da capital alemã, Berlim.
16. como o G20 não é uma organização internacional, ao contrário do Fundo Monetário Internacional e do Banco Mundial, não possui secretariado permanente, nem recursos próprios.
32. um dos principais objetivos do G20 é coordenar políticas entre seus membros para promover o crescimento sustentável e a estabilidade econômica.
64. durante a Guerra Fria, os países que fazem fronteira com a Alemanha na porção ocidental adotaram a economia planificada como sistema socioeconômico.

Comentário: Na assertiva 64, a porção ocidental adotou o capitalismo e o leste (oriente) se alinhou com a economia planificada.

Questão 14

Com relação à Cartografia e a respeito das projeções cartográficas, é correto afirmar que:

01. as projeções cartográficas possibilitam representar uma realidade que é esférica numa superfície plana, embora essas projeções apresentem distorções, como é o caso da projeção de Mercator, que altera em demasia as áreas equatoriais.
02. a Cartografia está incumbida de gerir, produzir e difundir mapas, plantas e outros produtos cartográficos que buscam representar a superfície terrestre em sua totalidade ou em parte dela.
04. as representações da superfície terrestre podem ser feitas de perspectivas variadas e expressam pontos de vista que diferem em função de valores culturais e de interesses geopolíticos e econômicos, como é o caso da visão eurocêntrica da projeção de Mercator.
08. a complexidade do espaço geográfico dificulta a representação simultânea de todos os elementos naturais e humanos, mas o mapa permite, de maneira simplificada, registrar e localizar esses elementos, além de facilitar a orientação dos usuários desse instrumento.
16. a escala é elemento importante de um mapa, pois apresenta a proporção entre o objeto real e o representado; uma escala é grande quando se reduzem muito os elementos representados, como por exemplo: 1:24.000.000.
32. no livro Quarenta dias, a distância percorrida por Alice entre João Pessoa (PB) e Porto Alegre (RS), com passagem por São Paulo (SP), foi de 4.005 km, se considerarmos que, num mapa do Brasil com escala de 1:44.500.000, a distância entre João Pessoa e São Paulo é de 6 cm e de São Paulo a Porto Alegre é de 2 cm.

Comentário: Na assertiva 01, mercator distorcem demasia os polos e não a região equatorial.

Questão 19

O ano de 2017 marca os 500 anos da publicação do documento considerado o marco fundador da Reforma Protestante: as 95 teses de Martinho Lutero.

Sobre a Reforma Protestante e seus desdobramentos, é correto afirmar que:

01. Martinho Lutero recusava o princípio católico de que a salvação dependia da fé, das obras humanas e da graça divina porque, na sua concepção, apenas a fé levava à salvação.
02. ao contrário do que defendia a Igreja Católica, Lutero sustentava que todas as pessoas, religiosas ou leigas, deveriam ter acesso à Bíblia para que compreendessem individual e livremente a palavra de Deus.
04. de acordo com o sociólogo Max Weber, há uma adequação entre a atitude protestante e a atitude capitalista.
08. como consequência imediata da Reforma Protestante, os camponeses, estimulados pelas palavras de Lutero contra a autoridade da Igreja Católica, iniciaram uma série de levantes contra a nobreza e o clero.
16. o movimento luterano, apesar de toda a sua crítica reformista, mantinha a defesa da negociação das indulgências (perdões) para os pecados que os infiéis cometessem.
32. a Igreja Católica permitia que os cristãos aderissem à Reforma Protestante, desde que obedecessem politicamente ao papado.
64. o movimento conhecido como Reforma Protestante é encabeçado pela própria Igreja Católica na tentativa de se antecipar ao movimento crescente que, internamente, começava a questionar algumas condutas e dogmas da instituição.

Comentário:


Questão 20

A decisão do governo brasileiro, neste mês, de extinguir a Reserva Nacional de Cobre e Associados (Renca), abrindo uma área na Amazônia do tamanho do território da Dinamarca para exploração mineral, recebeu críticas acirradas não só de ambientalistas, mas também repercutiu fortemente na mídia internacional antes de ser suspensa pela Justiça Federal.

A CNN (Cable News Network), por exemplo, criticou a medida e lembrou que o desmatamento e a mineração estão destruindo a floresta num ritmo impressionante. Mas, afinal, por que a preservação da Floresta Amazônica interessa tanto ao mundo? O fato é que a Amazônia influencia o equilíbrio ambiental de todo o planeta e tem papel fundamental na economia do Brasil.

Sobre a preocupação com a preservação da Amazônia, explicitada no texto acima, e a trajetória histórica dessa região, é correto afirmar que:

01. a Rodovia Transamazônica, construída durante o governo de Juscelino Kubitschek, é a grande responsável pela integração das principais cidades da região amazônica com os maiores centros econômicos do país.
02. Chico Mendes, seringueiro e líder ambientalista, assassinado no final dos anos 1980, tornou-se símbolo da defesa pela preservação da Floresta Amazônica.
04. a Floresta Amazônica – densa, latifoliada e heterogênea – apresenta grande biodiversidade, além da intensa evapotranspiração formadora dos “rios voadores” ou “aéreos” responsáveis pelo espaço agrícola das regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul, além do de países como Argentina, Paraguai e Uruguai, entre outros.
08. a Noruega, principal país doador do Fundo para a Proteção da Amazônia, decidiu manter o repasse de verbas para o Brasil, que, por meio de leis, há anos vem freando o desmatamento; tal repasse é consequência também do reconhecimento das políticas do Brasil pela demarcação das terras indígenas e pela criação das Unidades de Conservação.
16. durante a Segunda Guerra Mundial, buscando cumprir o acordo de fornecimento de borracha para os Estados Unidos, o governo brasileiro incentivou a migração de trabalhadores para a região amazônica, os quais passaram a ser conhecidos como “soldados da borracha”.
32. a necessidade de diminuir as restrições ao desmatamento é um desejo da sociedade brasileira com o objetivo de soltar as travas que impedem ou dificultam o desenvolvimento econômico do país.
64. o desmatamento na Floresta Amazônica se deve a fatores como a expansão da pecuária bovina, a exploração ilegal de madeira, os garimpos clandestinos e os projetos econômicos ligados às atividades agropecuárias e à mineração.


Comentário: Na assertiva 04 pode ocorrer alguma confusão com relação ao fato de que a paisagem da Amazônia se apresenta de forma homogênea embora saibamos que tenha grande heterogeneidade de espécies.