quarta-feira, 18 de julho de 2018

Opinião: A Geografia na BNCC do Ensino Médio

Introdução

Na educação básica brasileira, os principais documentos norteadores do que hoje é colocado em prática nas escolas, em geral foram criados por leis da década de 1990.

No entanto, os documentos nunca especificavam quais os conteúdos obrigatórios para cada nível de ensino.

Aí por duas décadas, quem determinou o que deveria ser ensinado em cada componente curricular e a profundidade do mesmo eram determinados das seguintes formas:

- SISTEMA DE ENSINO (MATERIAL DIDÁTICO);
- ESCOLA;
- PROFESSOR.

Basicamente, cada escola/professor/material fazia o que considerava mais importante em cada série de ensino e sendo assim, as mudanças de escola poderiam ser trágicas. O aluno poderia rever todo o conteúdo da 1ª série novamente numa nova escola, estudando na 2ª série.

Aí nos anos 2010, de forma mais contundente, reuniões e “consultas populares” passaram a definir o que hoje chamamos de BNCC do Ensino Médio. Esta vende a ideia de uma revolução na educação e que todos os estudantes vão ter acesso aos mesmos conteúdos em qualquer localização do país e que ao mesmo tempo vão poder compor um itinerário por área.

A Geografia na BNCC do Ensino Médio

Eu não vou me ater aos detalhes da base no seu contexto geral ou de outros níveis e área. Vou focar apenas na disciplina de Geografia no Ensino Médio.

Mas professor, não existe mais disciplinas na BNCC!

ERRADO! Seja lá qual for o nome dado (componente, disciplina, gaveta...) a Geografia antes de qualquer normativa, assim como as demais, é uma ciência. E a Geografia como ciência, pertence à área das Ciências Humanas que se entrelaçam sim, mas continuam sendo ciências diferentes em todo seu contexto de formação acadêmica.

O texto de Competências e Habilidades criado para compor a BNCC ao meu ver nada mais é do que um amontoado de frases abrangentes e com ampla possibilidade de interpretação. Para compor o que já aparecia em Planos de Ensino e materiais de Sistemas de Ensino competentes e que já buscavam contemplar plenamente os conteúdos previstos por cada CIÊNCIA que compõe a grade curricular da Educação Básica brasileira.

O governo vende a ideia de que todos terão os mesmo direitos de aprendizagem a partir de uma futura homologação da BNCC. Isso é uma grande mentira! As únicas coisas que garantem direitos de aprendizagem em quantidade e qualidade são COMPETÊNCIA e COMPROMETIMENTO do profissional que entra na sala de aula. Planos e Bases, não fixam nem garantem que algum conteúdo seja contemplado, muito menos padronizado. As desigualdades na qualidade da educação nacional vão continuar, (e obviamente o governo sabe, mas insiste vender outra ideia) o que de fato deve melhorar são as referências. Sendo que referência é uma coisa que todos os bons profissionais deveriam ter a partir do momento em que se formam na universidade. Mas isso é outro assunto que poderia ser amplamente discutido em outro texto.

Conforme já dito anteriormente, os conteúdos continuam existindo plenamente e estão entremeados nas competências e habilidades que analisaremos abaixo.

COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS DE CIÊNCIAS HUMANAS E
SOCIAIS APLICADAS PARA O ENSINO MÉDIO: COMENTÁRIOS SOBRE O CONTEXTO GEOGRÁFICO

1. Analisar processos políticos, econômicos, sociais, ambientais e culturais nos âmbitos local, regional, nacional e mundial em diferentes tempos, a partir de procedimentos epistemológicos e científicos, de modo a compreender e posicionar-se criticamente com relação a esses processos e às possíveis relações entre eles.

Comentário: Aqui temos todos os conteúdos hoje contemplados em assuntos de Geografia Regional do Brasil e do Mundo onde abordamos processos políticos, econômicos, sociais, ambientais e culturais. E obviamente há a necessidade de relacionar com assuntos atuais ou enfatizar o que mais se destaca em cada situação.


Comentário: Sobre as habilidades da Competência 1 temos o conteúdo que já foi identificado, no contexto da Cartografia tanto da parte conceitual como na análise de escala. Da evolução tecnológica/política/econômica/social que os territórios estão submetidos.

2. Analisar a formação de territórios e fronteiras em diferentes tempos e espaços, mediante a compreensão dos processos sociais, políticos, econômicos e culturais geradores de conflito e negociação, desigualdade e igualdade, exclusão e inclusão e de situações que envolvam o exercício arbitrário do poder.

Comentário: Bastante voltada para a formação histórica do território, vai ser contemplada na Geografia com os conteúdos de População/Demografia bem como os tradicionais temas de Geopolítica e Geoeconomia que de certa forma estão contemplados parcialmente na Competência 1.


Comentário: Sobre as habilidades da Competência 2 temos então o conteúdo de população e tudo que cerca o tema, além de Terra no Espaço / Movimentos da terra.

3. Contextualizar, analisar e avaliar criticamente as relações das sociedades com a natureza e seus impactos econômicos e socioambientais, com vistas à proposição de soluções que respeitem e promovam a consciência e a ética socioambiental e o consumo responsável em âmbito local, regional, nacional e global.

Comentário: Esta competência visa abordar conteúdos sobre sustentabilidade no contexto da descrição de Biomas, Atmosfera, Geologia, Hidrografia.


Comentário: Bastante abrangente, envolve Organizações internacionais, Espaço Urbano (Industrial/Serviços) e Rural (Agropecuária/Extrativismo) bem como as atividades econômicas desenvolvidas em cada ambiente bem como seus fluxos de problemas socioambientais.

4. Analisar as relações de produção, capital e trabalho em diferentes
territórios, contextos e culturas, discutindo o papel dessas relações na construção, consolidação e transformação das sociedades.


Comentário: A competência 4 em princípio se assemelha bastante as anteriores, mas se diferencia no enfoque aos Direitos Humanos, Desigualdade Social, que já costumam ser abordados no contexto das Organizações Internacionais e ou Espaço Urbano ou Demografia...


5. Reconhecer e combater as diversas formas de desigualdade e violência, adotando princípios éticos, democráticos, inclusivos e solidários, e respeitando os Direitos Humanos.


6. Participar, pessoal e coletivamente, do debate público de forma consciente e qualificada, respeitando diferentes posições, com vistas a possibilitar escolhas alinhadas ao exercício da cidadania e ao seu projeto de vida, com liberdade, autonomia, consciência crítica e responsabilidade.
  

Considerações Finais

A Base sozinha não muda nem engessa o conteúdo que atualmente é abordado na educação nacional. Vendem uma ideia de inovação e itinerários, mas isso meramente representa uma necessidade de tentar adequar às necessidades dos estados em cumprir leis sobre acesso a educação e oferecer conteúdos de acordo com a existência maior de algum nicho de professores do que outro.

Creio que a escola privada vai continuar muito parecida com o que já é, seja ela de qual vertente for e a pública da mesma forma para pior. Considerando que a falta de profissionais é responsável por grande parte da reestruturação do Ensino Médio. Quando não tenho profissionais adequados, ofereço apenas o que tenho disponível.

É uma opinião bastante pessimista? Talvez sim, na verdade penso que muitos profissionais tem feito a diferença na educação e que por outro lado os governos em todas as esferas têm buscado muito mais a melhoria de indicadores do que a qualidade da educação de fato.

Jonathan Kreutzfeld

Fonte:




quinta-feira, 5 de julho de 2018

Vulcão de Fogo na Guatemala

Volcán de Fuego ("Vulcão de Fogo") é um estrato vulcão ativo na Guatemala. Ele fica aproximadamente 16 quilômetros a oeste de Antígua Guatemala, uma das cidades mais famosas da Guatemala e um importante destino turístico.

"Fuego" é famoso por estar quase sempre ativo em um nível baixo. A fumaça é emitida de seu topo diariamente, mas erupções maiores são raras. O vulcão de Fogo da Guatemala havia registrado sua última erupção em 9 de agosto de 2007, onde o fogo eclodiu expelindo lava, rochas e cinzas. O serviço de vulcanologia da Guatemala informou que sete famílias foram evacuadas de suas casas perto do vulcão.

Erupção em 1974
Já em 2018, no dia 03 de Junho ele registrou uma grande explosão. O Instituto Nacional de Sismologia da Guatemala reportou em um comunicado que o vulcão de 3.763 metros de altitude em sua erupção o mesmo gera entre sete e nove explosões por hora, e expele uma grossa coluna de fumaça que chega a 4.800 metros sobre o nível do mar. E mesmo após uma semana das primeiras explosões ele continua registrando explosões após uma das mais violentas erupção da sua história, cujas consequências provocam até o momento 113 mortes. Tanto a erupção quanto as constantes atividades vulcânicas subsequentes afetaram 1,7 milhão de pessoas, deixou 12.400 desabrigados, 332 desaparecidas e 58 feridas e as 113 mortes confirmadas.

Dos 113 mortos, três perderam a vida nos Estados Unidos e no México, onde se recuperavam das queimaduras. Dos 110 restantes, 85 já foram identificados pelo Instituto Nacional de Ciências Forenses, que continua trabalhando nos outros casos.

A atuação das autoridades em relação à emergência, na qual não houve ordem de evacuação, foi questionada várias vezes e levou o Ministério Público a iniciar uma investigação e um grupo de deputados denunciou Sergio Cabañas, secretário da Conred, por diversos crimes, entre eles homicídio culposo.

O vulcão registra ainda em julho de 18 a liberação de gases de cor branca que se dispersam para o leste e o nordeste gerando, pela instabilidade da cratera, avalanches fracas e moderadas nas encostas Ceniza, Las Lajas e El Jute.



Jonathan Kreutzfeld

VEJA MAIS SOBRE O VULCÃO DE FOGO NA GUATEMALA


VÍDEO DA DISCOVERY SOBRE O VULCÃO


Fonte:

quinta-feira, 28 de junho de 2018

Compilação: Turismo na Itália

Trabalho apresentado na disciplina de Geografia pelos alunos do nono ano do Ensino Fundamental do Centro Educacional Timbó S/A (CETISA).

Por: Gabriela Odorizzi, Samuel Benkendorf e Victória Pimentel Molina.

O Turismo na Itália

A presença do turismo em grande escala na república italiana, popularmente denominada Itália.

Justificativa

Existem países que sua economia é decisivamente baseada no turismo. Esse “período de tempo que as pessoas vão para lugares distintos de onde moram para a prática do lazer” é considerado parte do setor terciário (serviços) da economia.  A importância do investimento no setor turístico é altamente essencial para a geração de empregos e fonte de renda para o comércio.

O turismo é a maior fonte de renda italiana, tendo suas cidades com total dependência para o movimento do comércio. Contudo o fluxo de turistas é intenso, devido suas diversas atrações que atraem milhões de pessoas.

Objetivos

Esse trabalho com bases em pesquisas delimitou-se em trazer informações sobre o turismo na Itália, os fatores de um fluxo turístico consideravelmente intenso e algumas cidades que são pontos turísticos com um breve resumo de sua história.

Resumo

Com vários sítios arqueológicos, museus, igrejas, palácios, castelos, edifícios de todo tipo Teatros, templos e outras construções das épocas etrusca, grega e romana, estão espalhados pelo território italiano. Com fácil acessibilidade aos turistas que visitam o país que sozinho conserva cerca de 40% do que a UNESCO chama de patrimônio da humanidade. Uma viagem à Itália é muito romântica para um casal e um excelente destino para grupos de amigos. Há atrações para todos os gostos e interesses.
Turismo na Itália

Responsável por mais da metade do PIB, cerca de 70%, o setor terciário italiano tem como principal fonte de renda o turismo. A Itália é um verdadeiro polo turístico internacional. A média de turistas por ano é de 48.576.000 milhões.  É o terceiro país mais visitado por estrangeiros, ficando atrás somente da França e Espanha. Já como destino turístico do mundo, ela cai para o quinto lugar. Turista tem como principal destino a capital do país. Roma é a terceira cidade mais visitada da União Europeia. O país arrecada mais de 10 bilhões com o turismo. É com essa circulação turística que Itália mantem a economia de muitas de suas cidades, podemos citar Roma, Nápoles e Veneza.

Patrimônios Históricos da UNESCO na Itália

Fatores

Diversidade. Essa palavra resume o fluxo intenso na área do turismo na Itália. Pessoas que decidem que o país será seu destino, geralmente procura sua diversidade cultural, arquitetônica, gastronômica, a geografia italiana e principalmente sua história.

Cultura

Foi e ainda continua sendo grande influencia mundial, em todas as áreas da cultura. Podem se vangloriar devido seu crescimento no meio cientifico e tecnológico. Os italianos possuem grandes virtudes nas áreas do conhecimento artístico, cultural, arquitetônico e literário, o que acaba explicando o fato de a Itália ter vários patrimônios, pois desde o inicio de sua história grandes nomes já eram mencionados, tais como: Dante, Leonardo da Vinci, Michelangelo e Enrico Fermi.

Gastronomia

A culinária italiana evoluiu com a introdução de ingredientes como a batata, tomate, pimentão e milho depois da descoberta das Américas.
Sendo uma das mais populares do mundo, seu cardápio traz como opção as saborosas pizzas, massas e vinho, entre outros pratos típicos como o queijo e café italiano.

Geografia

A península itálica está localizada no sul da Europa. A área total do país é de 301 230 km², dos quais 294 020 km² são terra e 7 210 km² água. Incluindo as ilhas, a Itália tem um litoral e uma fronteira de 7.600 km nos mares Adriático, Jônico e Tirreno (740 km) e as fronteiras comuns com a França (488 km), Áustria (430 km), Eslovênia (232 km) e Suíça; San Marino (39 km) e Cidade do Vaticano (3,2 km), ambos enclaves, também entram como fronteiras.

Na extensão do país temos os Apeninos e ao norte de sua fronteira encontrasse o ponto culminante da península, o monte Branco com 4.810 metros, situado nos Alpes italianos. É nos Alpes que nasce o rio Pó, maior rio da Itália.  Tem uma considerável atividade vulcânica e sísmica. Existem 14 vulcões no país.

História

A história da Itália influenciou fortemente a cultura e o desenvolvimento social, tanto na Europa como no resto do mundo. Foi o berço da civilização etrusca, da Magna Grécia, da civilização romana, da Igreja Católica, das repúblicas marítimas do Humanismo, do Renascimento e do fascismo. Foi o lugar de nascimento de muitos artistas, cientistas, músicos, literatos, exploradores.
Roteiro

Que a Itália é um dos melhores países para fazer um mochilão, isso não resta nem um pouco de dúvidas. Suas cidades históricas e charmosas são acompanhadas de um povo hospitaleiro e intenso, sem contar as belas paisagens pelo caminho.(retirado de um site, link nas referências).

Veneza

Alguns roteiros começam em Roma, que fica no centro do país, mas aí tem que ficar subindo e descendo para aproveitar os melhores lugares. Começar por Veneza, localizada no nordeste da Itália, torna o mochilão pela Itália mais fácil. Serão dois dias na cidade: o de chegada e mais um dia inteiro para aproveitar seu cenário cinematográfico.

Há voos do Brasil para Veneza com escala em Roma, mas vale a pena o viajante ver preços mais em conta para alguma capital europeia (por exemplo, Paris) que leve para Veneza. Pode demorar mais e ser um pouco mais cansativo, mas economia é a regra para gastar pouco no mochilão na Itália.

Em Veneza, o conselho do viajante Ricardo Carvalho, de São Paulo, é andar a pé pela cidade e se perder. Navegar pelo Grande Canal é o passeio mais clássico. Na estação Veneziana Santa Lucia, pegue o Vaporetto linha um (custam sete euros a ida). Dá para descer em San Marco ou Lido (a praia de Veneza). Para comer em qualquer horário, o viajante Renato Dias, de Campinas, indica a cantina do Mori.

Milão

Cidade de vida cultural e noturna agitada, ficar um dia só em Milano pode ser uma escolha difícil, mas mochilões são feitos de decisões. O foco deste roteiro de 15 dias pela Itália vai ser mais em paisagens do que em cidades cosmopolitas, por isso apenas um dia (a exceção será como veremos, Roma).


Os amantes de futebol devem começar o dia fazendo o tour pelo San Ciro, estádio que recebe jogos do Milan e da Internazionale. Depois vá a Brera, um dos bairros mais charmosos de Milão, onde fica a Pinacoteca. A visita ao Duomo de Milão é parada obrigatória. O bairro Navigli, cortado por canais, é para ir ao fim do dia, pois é cheio de bares e restaurantes.

Gênova

Essa cidade é figurinha carimbada nos livros de história. Isso porque sempre serviu como importante entreposto comercial da Europa. Até hoje seu porto é um dos principais da Itália e tudo gira ao seu redor, tanto que as melhores atrações se concentram ali por perto, como o aquário (cerca de R$ 60 a entrada) e o elevador panorâmico, com 40 metros de altura e que faz um giro de 360ºC, permitindo ver toda a cidade.

Para mergulhar na história da cidade, o Galata Museo del Mare é o maior museu marítimo do Mediterrâneo, e com exposição muito rica em instrumentos náuticos, atlas, mapas, armas e pinturas. Um dia de muito aprendizado durante seu mochilão pela Itália.

Cinque Terre

Durma bem em Gênova, o dia seguinte será puxado (mas não tenha dúvidas de que será um dos mais prazerosos em todo o roteiro pela Itália). Estamos falando de Cinque Terre, cinco vilarejos (Monterosso, Vernazza, Corniglia, Manarola e Riomaggiore) da Ligúria que formam o Parco Nazionale delle Cinque Terre, patrimônio tombado pela UNESCO.

Castelos, igrejas, mercados e casinhas coloridas compõem o cenário de Cinque Terre - o governo da Itália está pensando até em limitar o número de turistas por dia, para preservar ainda mais o local.

O deslocamento entre eles pode ser feito de ônibus, trem ou trilhas - em todas aproveite ao máximo a paisagem. O bilhete do trem (dez euros) é válido para todos os vilarejos, e o viajante pode sair e entrar da locomotiva quantas vezes quiser.

Para dormir, existem hostels nos viliarejos, mas as opções não são muitas e os preços não são dos mais convidativos, portanto, uma dica para o viajante economizar no mochilão pela Itália é ir à noite mesmo para Florença, o próximo destino, que está a pouco mais de 150 km.

Florença

Firenze, ah Firenze! Depois de quatro dias viajando sem parar, chegou a hora de descansar um pouco em só lugar. Uma dica que vale para o mochilão na Itália assim como em todas as viagens nesse estilo: dê folga ao corpo. Pode chegar uma hora que ele vá reclamar, e aí a viagem não será tão bem aproveitada.

E Florença, o charme em cidade, foi a grande escolhida para essa pausa.

Depois de dormir bem, hora de ir para os clássicos de Florença. Não pense que vai ser moleza, é um passeio atrás do outro. Galleria degli Uffizi, Galleria dellAccademia, Giardino di Boboli, Basílica Santa Maria del Fiore, subir até Fiesole e tomar um vinho no Mercato Centrale são alguns dos lugares para passar os dois dias. Quando o sol começar a se pôr, dirija-se à Praça Michelangelo, que tem o mais bonito espetáculo da alvorada em Florença.

Roma

Até dá para conhecer a cidade e alguns de seus principais passeios em menos tempo, mas três dias em Roma são fundamentais para explorar a cidade por inteira. A pergunta que sempre ronda os viajantes: o Roma Pass vale a pena? Para a viajante Luciana Brandt, sim.

“Utilizei para pegar o metrô por três dias e entrar no Coliseu e fóruns e nas termas Calacala. Você tem direito a duas atrações, essas foram as que escolheram. No Coliseu valeu muito a pena porque a fila era enorme. Além disso, você tem descontos em outras atrações. Eu usei, por exemplo, no museu Capitolino”, conta Luciana.



Pelo menos uma tarde tem que ser reservada para o Vaticano, independente de suas crenças. Trata-se um lugar único no mundo. A Praça de São Pedro e a Basílica de São Pedro estão sempre cheia de gente. Os Museus do Vaticano são vários museus um do lado do outro que juntos formam um grande complexo. Para visitá-los é absolutamente essencial comprar o ingresso antes pela internet, pois a fila que se forma na hora é gigantesca e fará você perder preciosas horas de seu mochilão na Itália.

É claro que o melhor roteiro pela Itália precisa passar pela culinária. Não deixe de aproveitar as melhores massas de Roma, muitas delas em Trastevere, bairro que possui uma vida noturna agitada, repleta de bares, baladas e ristorantes e trattorias.

A viajante Karyne de Oliveira, de Porto Alegre, recomenda o restaurante Baccanale, onde a massa e o copo de chope saem por dez euros.

É preciso escolher um hostel bom e barato em Roma, e o The Yellow Hostel, próximo a Estação Central de Roma, é uma das melhores indicações, com diária a cerca de 20 euros.

Nápoles e Pompéia

Esqueça a máfia italiana e os filmes à la Dom Corleone. Nápoles é uma cidade vibrante e que merece muito mais do que só uma rápida passagem para visitar Pompéia. É preciso tomar cuidado, evidente, mas isso em qualquer lugar do mundo, no Brasil, na Europa ou na Ásia. Então, nosso roteiro de 15 dias pela Itália indica um dia em cada cidade.

O centro histórico de Nápoles é dos mais divertidos: caótico e com ruas estreitas, repleta de comércio. A Spaccanapoli resume bem a expressão da cidade. A Piazza del Plebiscito permite uma vista incrível do mar recortado de Nápoles e suas montanhas ao fundo. Um lugar para sentar com calma e refletir no mochilão pela Itália que já está quase chegando ao fim - e quem sabe já começar a programar o próximo.

Mas calma que ainda tem muita coisa legal. Pompéia (e sua vizinha Herculano, que vale a pena visitar se a sua grana estiver tranquila) é o ponto alto para os amantes de história. Foi uma das cidades mais importantes do Império Romano, e conhecer suas ruínas são passagem garantida para o túnel do tempo. Ambas foram solapadas pela erupção do vulcão Vesúvio. A dica é pegar um mapa na entrada de Pompéia e andar, andar e andar.

Costa Amalfitana

Positano, Praiano, Ravello, Amalfi, Sorrento. Essas cinco cidades estão na Costa Amalfitana, destino que tem crescido a procura nos últimos anos. A viajante Camila Cheade é especialista no destino e dá as melhores dicas. Em Sorrento, ela recomenda, procure pelo Bagni Della Regina Giovanna, uma piscina natural com passagem para o mar através de uma pequena gruta.

Já Positano é um ótimo lugar como base na costa, e tem bastante opção de restaurantes e transporte de fácil acesso. “Se puder, faça um passeio de barco de Positano até Amalfi, a vista é linda e eles param em grutas e praias mais reservadas para banho”, diz.

Faça a trilha Il Sentiero degli Dei, em Positano. Era a antiga e única rota utilizada pelos fazendeiros locais para fazer troca de mercadorias que chegavam no porto de Amalfi. “A vista de lá é incrível”, garante Camila.

Patrimônios

Essa pequena península tem o maior número de patrimônios da humanidade considerado pela UNESCO, tudo aquilo que tem um valor histórico excepcional para a humanidade. São 53 patrimônios distribuídos por todas as regiões. Segue a baixo o nome dos patrimônios da Itália.
Lista

      Vale Camonica: constitui uma das maiores coleções de gravuras pré-históricas no mundo;
      Santa Maria delle Grazie: A igreja é famosa pela pintura da A Última Ceia de Leonardo da Vinci, que foi pintada na parede do refeitório do convento.
      Centro histórico de Roma: inclui monumentos da antiguidade, como os Fóruns, o Mausoléu de Augusto, o Mausoléu de Adriano, o Panteão, a Coluna de Trajano e a Coluna de Marco Aurélio. Bem como os edifícios religiosos e públicos da Roma papal.
      Centro Histórico de Florença: Seus 600 anos de extraordinária atividade artística podem ser vistos, sobretudo na catedral do século XIII (Santa Maria Del Fiore), na Igreja de Santa Croce, no Uffizi e no Palácio Pitti, obra de grandes mestres como Giotto, Brunelleschi, Botticelli e Michelangelo.

      Piazza Del Duomo Pisa: quatro obras-primas da arquitetura medieval - a catedral, o batistério, o campanário (a "Torre inclinada") e o cemitério - tiveram grande influência na arte monumental da Itália do século XI ao XIV.
      Veneza: Toda a cidade é uma obra-prima arquitetônica extraordinária em que até o menor edifício contém obras de alguns dos maiores artistas do mundo, como Giorgione, Ticiano, Tintoretto, Veronese e outros.
      Centro Histórico de San Gimignano: de aparência feudal, A cidade tem várias obras-primas da arte italiana dos séculos XIV e XV.
      O Sassi e o Parque das Igrejas Rupestres de Matera: Este é o exemplo mais notável e intacto de um assentamento troglodita na região do Mediterrâneo, perfeitamente adaptado ao seu terreno e ecossistema. A primeira zona habitada data do Paleolítico, enquanto os assentamentos posteriores ilustram uma série de estágios significativos na história humana.
      Cidade de Vicenza e as Villas Palladianas do Vêneto: O trabalho de Andrea Palladio (1508-80), baseado em um estudo detalhado da arquitetura romana clássica, dá à cidade uma aparência única.
      Crespi d'Adda: um excelente exemplo das “cidades-empresa” dos séculos XIX e XX, construídas na Europa e na América do Norte por industriais esclarecidos para atender às necessidades dos trabalhadores. O local ainda está notavelmente intacto e é parcialmente usado para fins industriais, embora as condições econômicas e sociais atuais ameacem sua sobrevivência.
      Ferrara: cresceu em torno de um vau sobre o rio Po, tornou-se um centro intelectual e artístico que atraiu as maiores mentes da Renascença italiana nos séculos XV e XVI.
      Centro histórico de Nápoles: um local único, com uma riqueza de monumentos pendentes, como a Igreja de Santa Chiara e o Castel Nuovo.
      Centro Histórico de Siena: Ao longo dos séculos, preservaram a aparência gótica de sua cidade, adquirida entre os séculos XII e XV.
      Castel del Monte: Uma peça única da arquitetura militar medieval, Castel del Monte é uma mistura bem-sucedida de elementos da antiguidade clássica, do Oriente Islâmico e do gótico cisterciense do norte da Europa.
      Primeiros Monumentos Cristãos de Ravenna: Tem uma coleção única de mosaicos e monumentos cristãos primitivos. Todos os oito edifícios - o Mausoléu de Galla Placidia, o Batistério Neoniano, a Basílica de Sant'Apollinare Nuovo, o Batistério Ariano, a Capela Archiepiscopal, o Mausoléu de Teodorico, a Igreja de San Vitale e a Basílica de Santo Apolinário em Classe.
      Centro Histórico da Cidade de Pienza: praça soberba conhecida como Piazza Pio II e os edifícios ao seu redor: o Palácio Piccolomini, o Palácio Borgia e a catedral com o seu puro exterior renascentista e um interior no estilo gótico tardio das igrejas do sul da Alemanha.
      O Trulli de Alberobello: é exemplo notável de construção de drywall (sem argamassa), uma técnica de construção pré-histórica ainda em uso nesta região.
      Palácio Real com o Parque, o Aqueduto de Vanvitelli e o Complexo San Leucio: É uma expressão eloquente do Iluminismo em forma material, integrada, em vez de imposta, ao seu cenário natural.
      Área Arqueológica de Agrigento: Sua supremacia e orgulho são demonstrados pelos restos dos magníficos templos dóricos que dominam a cidade antiga, muitos dos quais ainda permanecem intactos sob os campos e pomares de hoje.
      Áreas arqueológicas de Pompeia, Herculano e Torre Annunziata: A vasta extensão da cidade comercial de Pompeia contrasta com os restos menores, mas melhor preservados da estância de férias de Herculano, enquanto as magníficas pinturas de parede da Villa Oplontis em Torre Annunziata dão uma impressão vívida do estilo de vida opulento desfrutado pelos cidadãos mais ricos. do início do Império Romano.
      Jardim Botânico: O primeiro jardim botânico do mundo foi criado em Pádua em 1545. Ele ainda preserva seu layout original.
      Catedral, Torre Civica e Piazza Grande: Com a sua praça e a sua elevada torre, testemunha a fé dos seus construtores e o poder da dinastia de Canossa que a encomendou.
      Costiera Amalfitana: A costa de Amalfi é uma área de grande beleza física e diversidade natural.
      Portovenere, Cinque Terre e as ilhas (Palmaria, Tino e Tinetto): A costa da Ligúria entre Cinque Terre e Portovenere é uma paisagem cultural de grande valor paisagístico e cultural.
      Residências da Casa Real de Saboia: Este notável complexo de edifícios, projetados e embelezados pelos principais arquitetos e artistas da época, se irradia para a paisagem circundante do Palácio Real, na "Área de Comando" de Turim, para incluir muitas residências campestres e cabanas de caça.
      Su Nuraxi di Barumini: O complexo consiste em torres defensivas circulares em forma de cones truncados, construídos em pedra, com câmaras internas abobadadas.
      Villa Romana del Casale: A moradia é uma das mais luxuosas do género. É especialmente digno de nota pela riqueza e qualidade dos mosaicos que decoram quase todos os quartos.
      Zona arqueológica e Basílica Patriarcal: A Basílica Patriarcal, um edifício notável, com um pavimento de mosaico excepcional. Zona arqueológica é uma das maiores e mais ricas cidades do Império Romano.
      Parque Nacional de Cilento e Vallo di Diano com os Sítios Arqueológicos de Paestum e Velia e a Certosa di Padula: Parque Nacional de Cilento e Vallo di Diano com os Sítios Arqueológicos de Paestum e Velia e a Certosa di Padula.
      Centro Histórico de Urbino: preservou sua aparência renascentista em uma extensão notável.
      Villa Adriana: é um complexo excepcional de edifícios clássicos criados no século II D.C.
      Assis, a Basílica de São Francisco e outros locais franciscanos: Suas obras de arte medieval, como a Basílica de San Francesco e pinturas de Cimabue, Pietro Lorenzetti, Simone Martini e Giotto, fizeram de Assis um ponto de referência fundamental para o desenvolvimento da arte e arquitetura italianas e européias.
      Verona: preservou um número notável de monumentos da antiguidade, os períodos medieval e renascentista, e representa um excelente exemplo de uma fortaleza militar.
      Isole Eolie: fornecem um excelente registro de construção e destruição de ilhas vulcânicas e fenômenos vulcânicos em andamento.
      Villa d'Este: com o seu palácio e jardim, é uma das ilustrações mais notáveis e abrangentes da cultura renascentista no seu nível mais refinado.
     
      Cidades barrocas tardias: Caltagirone, Militello Val di Catania, Catânia, Modica, Noto, Palazzolo, Ragusa e Scicli, foram todas reconstruídas depois de 1693, nas cidades existentes na época do terremoto ocorrido naquele ano. Mantendo-se dentro do estilo barroco tardio do dia, eles também retratam inovações distintas no planejamento urbano e na construção urbana.
      Sacri Monti do Piemonte e Lombardia: são grupos de capelas e outras características arquitetônicas criadas no final do século XVI e XVII e dedicadas a diferentes aspectos da fé cristã.
      Monte San Giorgio: em forma de pirâmide, ao lado do Lago Lugano é considerada o melhor registro fóssil da vida marinha do Período Triássico.
      Necrópoles etruscas de Cerveteri e Tarquinia: Estes dois grandes cemitérios etruscos reflectem diferentes tipos de práticas funerárias do século IX ao século I aC e testemunham as realizações da cultura etrusca.
      Val d'Orcia: A estética distinta da paisagem, planícies de giz plano, das quais se erguem colinas quase cônicas com povoações fortificadas no topo, inspiraram muitos artistas.
      Gênova: é importante porto turistico e centro industrial.
      Florestas de faia antigas e primitivas dos Cárpatos: A expansão bem-sucedida em todo um continente está relacionada à adaptabilidade e tolerância da árvore a diferentes condições climáticas, geográficas e físicas.
      Mântua e Sabbioneta: no vale do Pó, no norte da Itália, representam dois aspectos do planejamento urbano renascentista.
      Ferrovia Rética nas paisagens de Albula / Bernina: reúne duas linhas ferroviárias históricas que cruzam os Alpes suíços através de duas passagens.
      As Dolomitas: compreende uma cordilheira montanhosa nos Alpes italianos do norte, com 18 picos que se elevam acima de 3.000 metros e cobrem 141.903 ha.
      Os longobardos na Itália, Locais de Poder: compreendem sete grupos de edifícios importantes (incluindo fortalezas, igrejas e mosteiros) em toda a península italiana.
      Moradias pré-históricas em torno dos Alpes: Esta propriedade em série de 111 pequenos locais individuais abrange os restos de assentamentos pré-históricos (ou casas de palafitas) e em torno dos Alpes construídos a partir de cerca de 5000 a 500 a.C. nas bordas de lagos, rios ou zonas húmidas.
      Medici Villas e jardins na Toscana: Doze moradias e dois jardins espalhados pela paisagem toscana compõem este site que testemunha a influência que a família Medici exerceu sobre a cultura européia moderna através de seu patrocínio das artes.
      Monte Etna: é um local icônico que abrange 19.237 hectares desabitados na parte mais alta. É a montanha mais alta da ilha do Mediterrâneo e o estratovulcão mais ativo do mundo.
      Paisagem Vinhedo do Piemonte: Langhe-Roero e Monferrato: Esta paisagem abrange cinco áreas vitícolas distintas com paisagens deslumbrantes e o Castelo de Cavour, um nome emblemático tanto no desenvolvimento das vinhas como na história italiana.
      Palermo árabe-normando e as igrejas da catedral de Cefalú e Monreale: inclui uma série de nove estruturas civis e religiosas que datam da época do reino normando da Sicília (1130-1194): dois palácios, três igrejas, uma catedral, uma ponte, como bem como as catedrais.
      Obras venezianas de defesa entre os séculos XVI e XVII: Stato da Terra - Western Stato do Mar.
      Esta propriedade consiste em 6 componentes de obras de defesa na Itália, Croácia e Montenegro, abrangendo mais de 1.000 km entre a região Lombardia da Itália e a costa oriental do Adriático.

Conclusão

Neste trabalho abordamos sobre o turismo na Itália, península europeia cheia de diversidades e paisagens estonteantes. E concluímos que a Itália é um grande ponto turístico de fluxo intenso.

Cumprindo todos os objetivos, o trabalho teve grande importância para nosso crescimento intelectual, compreendimento e aprofundamento do tema proposto.

Referências

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