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quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Ainda sobre o Iraque

A relação entre Iraque e Estados Unidos após a retirada das tropas norte-americanas do Iraque

O presidente americano Barack Obama confirmou no dia vinte e dois de outubro que irá retirar, até o fim do ano, a maioria dos quase 50 mil soldados que permanecem no Iraque, cumprindo seu pacto com o governo de Bagdá. Desta maneira, os Estados Unidos põem fim a uma guerra que começou há oito anos e nove meses na ocupação iniciada pelo presidente George W. Bush na luta contra a insurgência iraquiana.
Os iraquianos, traumatizados por oito anos de guerra e violência que se seguiram à queda de Saddam Hussein em 2003, se mostraram aliviados depois do anúncio da retirada das tropas americanas, embora também se sintam preocupados com o futuro do país.
“O dia da retirada representará um momento histórico e serei o homem mais feliz pela saída do ocupante de nosso país”, comentou o xeque Abdel Rahman Munshid al Asi, chefe da tribo Al Obaid, de Kirkuk (norte), abertamente contrário à presença americana.
O ex-coronel Abu al Hamza, de Tikrit, considera que a retirada “oferecerá uma oportunidade às forças iraquianas de depender de si mesmas e de se desenvolver”. “A presença americana foi uma fonte de problemas para nós e sua retirada representará uma melhoria da situação dos iraquianos.”
Mas nesta região de grande instabilidade, outros não ocultam seus temores para uma degeneração da situação, provocada por seus vizinhos Irã e Síria. O presidente iraniano, Mahmud Ahmadinejad, declarou que a saída das tropas americanas “implicará uma mudança nas relações entre os dois países”, sem explicar direito sua declaração.
Uma semana depois de Obama anunciar a retirada total das tropas americanas no Iraque para antes do final de 2011 os chefes de Segurança Nacional dos Estados Unidos e do Iraque reuniram-se, na Casa Branca, para dialogar sobre a cooperação futura, depois que Washington retirar suas tropas, em dezembro.
Tom Donilon, conselheiro presidencial de Segurança Nacional de Barack Obama, e o iraquiano Falah al Fayedh "reafirmaram a intenção de os Estados Unidos e Iraque cooperarem durante longo tempo, tal como prevê o acordo estratégico", informou o porta-voz da Casa Branca, Jay Carney, em comunicado.
"Ambos tiveram uma longa conversa sobre os elementos constitutivos de uma relação plenamente normalizada entre os Estados Unidos e o Iraque, sobretudo em relação à educação, investimento e segurança", acrescentou.

Referencias:
http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI5428320-EI8141,00-Guerra+do+Iraque+custou+aos+EUA+mil+mortes+e+US+bi.html
http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI5443281-EI308,00-Conselheiros+de+EUA+e+Iraque+discutem+cooperacao+futura.html
http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI5427326-EI308,00-Obama+anunciara+retirada+de+tropas+dos+EUA+no+Iraque.html
http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI5428894-EI8143,00-Iraque+saida+de+tropas+dos+EUA+deixa+pais+dividido.html

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