quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Ebola: História e crise atual

O vírus

A infecção pelo vírus ebola causa uma febre hemorrágica, uma das doenças virais mais perigosas, frequentemente fatal, com índice de mortalidade de 50 a 90% dos casos.

Histórico

O Ebola foi descoberto em 1976 por uma equipe comandada por Guido van Der Groen, chefe do laboratório de Microbiologia do Instituto de Medicina Tropical de Antuérpia, na Bélgica.

Desde a sua descoberta, diferentes estirpes do Ebola causaram epidemias com 50 a 90% de mortalidade na República Democrática do Congo, Gabão, Uganda e Sudão. A segunda epidemia ocorreu em 1979, quando 80% das vítimas morreram. Em maio de 1995, a cidade de Mesengo, a cento e cinquenta quilômetros de Kikwit, no Zaire, foi atingida pelo vírus, que matou mais de cem pessoas. Há suspeitas de casos no Congo e no Sudão. O primeiro desse tipo de vírus apareceu em 1967, foi o Marburg, a partir de células dos rins de macacos verdes de Uganda. Foi registrado um novo surto em julho de 2014 na África Ocidental nos países como Serra Leoa, Guiné e Guiné Equatorial. É a primeira vez que um surto aparece na África Ocidental - que esteve sempre na África Central.

Crise atual

Neste momento, a região oeste da África passa pela pior crise de ebola já registrada. O número de vítimas fatais pela epidemia de ebola que atinge a África ocidental superou os 1.500, informou nesta quinta-feira a OMS, enquanto os ministros da Saúde da região realizavam em Acra uma reunião urgente sobre esta doença.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), até o dia 26 de agosto 1.552 pessoas morreram das 3.069 que contraíram o ebola em quatro países da África ocidental.

A Libéria foi o país mais afetado, com um total de 1.378 casos registrados, e 694 mortos. Na Guiné, onde a epidemia começou no início de 2014, foram registrados 648 casos, com 430 falecimentos. Em Serra Leoa o balanço é de 1.026 casos com 422 mortos e na Nigéria seis pessoas morreram dos 17 casos registrados.

A OMS adverte que a epidemia avança de forma acelerada e teme que o vírus afete a médio prazo até 20.000 pessoas, mas espera deter o avanço da doença nos próximos três meses.

Mas, mais do que infectar e matar um número maior de pessoas, a atual epidemia é geograficamente mais abrangente. Casos já foram registrados em Guiné, Serra Leoa e Libéria. Algumas vítimas foram identificadas em Conakry (capital de Guiné) e em uma cidade a 64 quilômetros de Monrovia (capital da Libéria), e isso preocupa os especialistas porque as doenças se espalham mais rapidamente em áreas densamente povoadas.

Organizações de apoio estão criando clínicas de emergência e empregando centenas de profissionais de saúde de dentro e fora do país. “A epidemia está fora de controle”, afirmou o Dr. Bart Janssens, diretor de operações do programa Médicos Sem Fronteiras em um comunicado no início da semana.

A ebola é uma doença terrível em todos os sentidos – ela se dissemina rapidamente, é cruel e mortal. Trata-se de um tipo de febre hemorrágica que faz com que o sangue tente escapar do corpo. Por esse motivo, alguns dos sintomas são inchaço nos genitais, sangramento nas orelhas, nariz, olhos, boca e ânus e erupções cutâneas que contêm sangue. A transmissão do vírus ocorre através do suor, do sangue, da saliva e de fluidos sexuais.

Fontes:






2 comentários:

  1. oie td bom,essa postagem eh do dia 23 de agosto?

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  2. ou eh desse ano,pq eu estou fazendo um trabalho e os conteudos tem q ser recentes

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