quinta-feira, 30 de maio de 2019

Texto: Índios no Brasil


Por Catherine Stoltenberg Habitzreuter

Os Índios estão no território brasileiro há muito mais tempo, e agora, pessoas que vieram estão aos poucos: tirando suas terras, seus direitos, criticando seus hábitos e suas culturas (eles sofrem preconceito por terem incorporado hábitos ditos não indígenas).

Índios Guarani - A maior etnia brasileira
Como a economia do Brasil depende das agroindústrias, as terras são muito utilizadas para plantios e criação de gado. Os índios, majoritariamente vivem em espaço rural, no qual os produtores desejam cultivar, assim tiram dos índios. Porém, muitas terras, especialmente na Amazônia, estão sendo desmatadas, e destruídas. Grande parte dos territórios indígenas, 13% do território nacional, são cultivados por eles próprios, assim terras ótimas para o plantio são conservadas, mas apenas para fins da própria tribo.

Os índios autodeclarados compõem 0,5% da população brasileira, somando cerca de 897 mil indivíduos. Populações indígenas podem ser encontradas por todo o território brasileiro, embora mais da metade esteja concentrada na Região amazônica do Norte e Centro-Oeste.

Recentes estudos genéticos comprovaram que muitos brasileiros possuem ascendência de povos indígenas extintos há séculos (em 2008, o IBGE perguntou a origem familiar de brasileiros de diferentes regiões e 21,4% dos entrevistados declararam descender de índios). Quando os primeiros portugueses chegaram ao Brasil, em 1500, a população indígena girava em torno de 3 a 5 milhões de indivíduos. Na metade do século XIX, os índios não passavam de 100 mil pessoas e no final do século XX eram cerca de 300 mil. O desaparecimento da população nativa brasileira se deve principalmente a quatro fatores: a dizimação promovida pelos colonizadores, as doenças europeias que se espalharam como epidemias, a miscigenação racial e, principalmente, a perda dos valores e da identidade indígenas ao longo dos séculos.

Até meados do século XIX, a figura do índio como um selvagem inumano era usada como forma de justificar seu extermínio e a invasão das suas terras, vez que eles supostamente ameaçavam o progresso do país. Contudo, na segunda metade do século XIX, nasceu o indianismo romântico, presente nas artes plásticas, literárias e cênicas do Brasil até a década de 1930. Recriou-se a figura do índio através do romantismo, pintando-o como um herói, exaltando sua bravura, beleza e honradez, "despido de roupas, vaidades, ambições, pudores e maldade".

Fica evidente nas obras de José de Alencar e de Gonçalves Dias. O índio foi alçado à condição de ancestral ideal do povo brasileiro, ao mesmo tempo em que se negava a herança colonial portuguesa e, sobretudo, a origem africana dos brasileiros.

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