sexta-feira, 28 de junho de 2019

Resumo: 30 Anos da Queda do Muro de Berlim


Este ano temos diversas datas que completam aniversário, isso acontece todo ano. Porém quando o número é redondinho, a chance de cair em uma prova de vestibular aumenta. Por este motivo, teremos diversos resumos sobre os assuntos mais importantes que estão de parabéns! Os textos são da Professora de História Joice Brignoli.

Aproveito também para recomendar a todos que assistam o Show do Pink Floyd – Live in Berlin de 1990, ou pode ser uma versão do show atual que o Roger Waters faz e eu coloquei aqui abaixo.


E se você quiser saber mais sobre muros que ainda separam povos, acesse o link abaixo:


Jonathan Kreutzfeld

Resumo: Queda do Muro de Berlim

Por Joice Brignoli

A conferência de Potsdam, no final da segunda guerra mundial, dividiu a Alemanha, incluindo a capital Berlim, em quatro zonas, ocupadas pelos Estados Unidos, Grã-Bretanha, França e União Soviética, na prática, essa divisão ficou definida em dois grandes blocos: A Alemanha Oriental, comunista e a Alemanha Ocidental, capitalista.

No dia 13 de agosto de 1961, durante a Guerra fria, a Alemanha Oriental, iniciou a construção do muro a fim de separar Berlim Oriental de Berlim Ocidental. A ideia era evitar invasões ou fugas de ambos os lados, o que não era raro de acontecer, mesmo com toda vigilância militarizada nas fronteiras. Vários protestos e agitações populares foram organizados ao longo dos anos, principalmente no ano de 1989 a fim de acabar com a segregação.


Após 28 anos de fugas de civis e tentativas de negociação, a Alemanha Oriental permite a passagem pela fronteira, iniciando a destruição do muro em novembro de 1989. O muro começou a ser demolido pela população, porém, teve sua demolição efetiva em 1990.

O muro de Berlim possui um caráter simbólico muito forte para o mundo pós Segunda Guerra Mundial. Caracteriza a polarização do mundo, o acirramento das tensões entre EUA e União Soviética e, por consequência, sua queda indica a vitória do capitalismo, a reunificação da Alemanha e a queda do bloco comunista.



Redação Nota 1000 – Cultura Indígena no Brasil Atual



Série de postagens de redações que atingiram nota máxima, considerando os critérios do Enem e ou de importantes vestibulares do Brasil.

A redação a seguir foi proposta e corrigida pelo professor Nardy Bechtold Júnior do terceiro ano do Ensino Médio do Colégio Cônsul Carlos Renaux de Brusque.

Tema: “Questão indígena no Brasil”

Por: Bruno Baumgartner

As problemáticas relacionadas à cultura indígena no Brasil atual.

Muito se discute acerca das problemáticas associadas à cultura indígena no Brasil contemporâneo. Em medos do século XVI, a imposição dos colonizadores portugueses sobre os chamados índios se deu a partir de diversas formas, como por exemplo a adaptação ao catolicismo e à língua portuguesa. Com a evolução da sociedade, a essência da cultura nativa foi perdendo cada vez mais espaço, sendo muitas vezes deixada de lado por conta da sua própria inserção na modernidade ou pelo seu isolamento no âmbito social. Nesse viés, dois aspectos se sobressaem: o individualismo ligado ao preconceito e a insuficiência por parte do Estado na preservação de tais ricas erudições.

Apesar do massacre sofrido nas mãos dos colonizadores lusitanos, muitas populações indígenas acabaram resistindo e se encaixando no tecido social, mesmo que ainda vistas com maus olhos por grande parte dele. O reflexo histórico passado adiante pelos portugueses formou uma imagem estereotipada sobre o cidadão índio, este sendo caracterizado como alguém inútil, folgado ou ruim, uma visão totalmente equivocada e perigosa por remeter ao preconceito e ao individualismo exacerbado. Esse “falso índio”, enraizado pelo eurocentrismo de antigamente, acaba tendo que sofrer as consequências da antipatia gerada por essa chaga social histórica, assim portando a necessidade de deixar sua cultura de lado e se adequar novamente à sociedade predominante e caótica. Um exemplo disso pode ser na análise dos dados apresentados pelo IBGE em 2010, que mostram que apenas 17,5% da população indígena não fala a língua portuguesa.

Outrossim, deve-se salientar a carência por parte do Governo Federal, moldado por essa visão discriminatória, de políticas benéficas às culturas indigenistas, algo que vem sendo melhorado com a quebra de diversos paradigmas acerca do assunto. Muitas vezes, o Governo acaba priorizando o lucro gerado pelas grandes empresas, fazendeiros e latifundiários, que utilizam das terras que um dia pertenceram a tribos com um viés econômico, buscando fins lucrativos. Logo, diversos cidadãos acabam pagando para que os frutos de outros cresça e se prolifere.

Analisando os argumentos supracitados, percebe-se o quão desarmônicos são o preconceito e a falta de apoio para o bem-estar do cidadão índio. Por conseguinte, mudanças fazem-se necessárias. O poder Executivo, em conjunto com o Legislativo e o Judiciário, deve se esforçar para combater o preconceito através de campanhas escolares, conscientizando as pessoas desde pequenas de que o índio é um igual e, assim, merece o seu devido respeito, dado tanto por cidadãos comuns quanto pelos próprios governantes.

MIX de Atualidades 2019 - I


Olá pessoal! Como forma de contribuir ainda mais com o fornecimento de conteúdo para o blog, conversei com o colega de trabalho professor Henrique Schnitzspahn que trabalha também com atualidades, e ele me enviou um ótimo resumo sobre alguns temas importantes! Segue o texto:

Professor Henrique Schnitzspahn

1 - Onda conservadora no Brasil e no mundo

Desde 2016 o Brasil vive o momento de maior instabilidade política e econômica da sua história recente. Tivemos, por exemplo, o impeachment de Dilma Rousseff e a Operação Lava-Jato (que denunciou um esquema de pagamentos de propinas bilionárias envolvendo grandes empresas e vários partidos políticos). A reação dos eleitores, em parte, apresentou-se na polarização da eleição de 2018.

O país elegeu Jair Bolsonaro como presidente, demonstrando o fortalecimento de uma direita conservadora no Brasil. E não é só aqui: a direita vem se fortalecendo na América do Sul desde 2013, quando só o Chile estava mais à direita. Em 2018, Argentina, Peru, Colômbia e Paraguai se juntaram a ele; e em 2019, o Brasil.

A vitória de Bolsonaro abre espaço para a consolidação de uma agenda  contra  pautas  como  aborto,  legalização   de drogas, união homoafetiva e imigração. Além, é claro, de uma política com apoio da polícia e das Forças Armadas, e o fortalecimento de uma cultura machista.

O presidente simboliza no Executivo a tendência que desde 2014 o Brasil já mostrava no Congresso, então considerado o mais conservador desde a redemocratização. Isso porque aumentou no número de parlamentares ligados a segmentos mais conservadores, como ruralistas, militares, policiais e religiosos.

2 - Retrocesso em direitos coletivos 

A mudança política impulsiona retrocessos em termos de direitos dos cidadãos. A Organização das Nações Unidas (ONU) elenca como retrocesso, por exemplo, a proposta de redução da maioridade penal. O Brasil é o quarto país com maior população carcerária do mundo.

Também há fortes críticas    à    proposta    de    reforma  da Previdência Social (que é uma poupança feita pelo governo para garantir ao cidadão uma renda ao parar de trabalhar). Opositores apontam que as mudanças vão dificultar a aposentadoria da população e propor benefícios de valores mais baixos. O objetivo seria diminuir a crise econômica brasileira, mas é preciso lembrar que a aposentadoria garante vida digna para os inativos – e impulsiona o consumo para essas classes. Ainda no direito trabalhista, o Ministério do Trabalho quase foi extinto por Bolsonaro. Sobreviveu, mas devido a manifestações. A expectativa é de impacto forte nas garantias da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) para as (os) trabalhadores.

Na área ambiental, uma das principais preocupações é com a união dos ministérios da Agricultura e do Meio Ambiente. A crítica, aqui, é que os interesses de cada pasta seriam diametralmente opostos. O governo de Michel Temer e o presidente eleito Jair Bolsonaro já sinalizaram, também, uma possível retirada do Brasil do Acordo de Paris que prevê uma resposta global para redução de emissões de gases de efeito estufa. Além disso, o governo estuda flexibilizar o licenciamento ambiental e retirar direitos indígenas e quilombolas.

3 - Crise migratória

Começamos a falar de crise migratória em 2011, quando o fluxo de refugiados na Europa intensificou-se. A saga para fugir de um dos 15 conflitos da África, Oriente Médio e Ásia levou milhares de pessoas a se arriscarem. Muitos morreram em travessias marítimas. O Brasil também passou a receber pessoas. 

Em 2011, chegaram os haitianos. Mais recentemente, vemos o ingresso de venezuelanos. A Venezuela, governada por Nicolás Maduro, enfrenta uma forte crise: programas sociais foram cortados, a inflação está nas alturas e faltam alimentos e medicamentos.

A entrada de muitos imigrantes aumenta a população de algumas cidades, sem prévio preparo para tanto, e pode levar à saturação do mercado de trabalho. Outra consequência possível  é  o  inchamento  dos  sistemas  públicos  de  saúde  e educação. E quem pensa que é só lá fora que imigrantes sofrem preconceito e violência, se engana: no Brasil, em um dos casos mais extremos, um acampamento de imigrantes foi incendiado em Roraima, em uma tentativa de expulsar os estrangeiros. A xenofobia (desgosto com o que/quem é de fora) generaliza-se e ganha novas cores quando chega a países menos centrais e ricos como o nosso. Esse tema também pode ser associado às questões políticas comentadas anteriormente, especialmente em relação ao nacionalismo.

4 - Racismo

A cada ano, multiplicam-se as denúncias de racismo no Brasil e no mundo. Os casos vão desde mensagens de cunho racista escritas em portas de banheiro até uma “fantasia” de escravo para o Dia das Bruxas. O Observatório da Discriminação Racial no Futebol, por exemplo, registrou 20 ocorrências desde 2014, sendo 8 somente em 2018.


Para combater o racismo, o foco é em políticas públicas, como as cotas. Mas o tema se relaciona também com suas causas históricas – marcadamente, a escravidão – e com as atuais relações socioeconômicas e de distribuição de renda na comparação com a população autodeclarada branca. Por fim, questões identitárias e relacionadas a movimentos sociais têm ganhado relevância e força na luta por igualdade racial.

5 - Julian Assange: quem é o fundador do Wikileaks, preso em Londres após quase 7 anos exilado em embaixada do Equador

As revelações feitas por Assange mostravam detalhes pouco conhecidos da atuação dos Estados Unidos no Afeganistão e no Iraque. Segundo os documentos, soldados americanos são acusados de atacar e matar homens, mulheres e crianças que não tinham relação direta com os conflitos. Assange foi preso na embaixada do Equador em Londres, onde estava exilado havia sete anos. A prisão não estaria relacionada aos vazamentos, mas à acusações de abuso sexual feitas por duas mulheres contra ele na Suécia - casos que ele havia colocado como possíveis investidas dos EUA em uma suposta campanha de "caça às bruxas" contra o Wikileaks. Ele também teria violado as leis dos Estados Unidos ao publicar no Wikileaks documentos secretos do governo americano.

O ativista havia se refugiado na embaixada para evitar a extradição para a Suécia ou, ainda, para os Estados Unidos, mas acabou surpreendido com a retirada do asilo. Para seus apoiadores, Julian Assange é um corajoso defensor da verdade. Para seus críticos, ele é alguém que busca publicidade e que pôs vidas em risco ao colocar uma massa de informações confidenciais em domínio público.

6 - Tragédia em Brumadinho

Após 3 anos da tragédia em Mariana, no dia 25 de Janeiro, uma barragem de rejeitos de minérios do complexo Mina do Feijão rompeu e um mar de lama invadiu a mineradora e a cidade de Brumadinho (MG). Na sequência, outra barragem transbordou.  A  empresa   responsável   pelas   barragens é   a Samarco, comandada pela brasileira Vale e pela anglo- australiana BHP Billiton a mesma responsável pela barragem do Fundão, que causou o maior desastre ambiental da história do Brasil, em Mariana (MG).

No final de 2018, os moradores de Brumadinho haviam passado por um treinamento promovido pela Vale, em que uma sirene disparou e a empresa orientou o que eles deveriam fazer e para onde se encaminhar. No dia da tragédia, no entanto, a sirene de emergência não foi ativada e a população não recebeu nenhum aviso prévio ou orientação.



A Vale também não levou os sobreviventes para um abrigo, apenas orientou a população a se encaminhar a um centro comunitário. O número de mortos é de 157, além dos 182 desaparecidos (até a data de 8 de fevereiro). Além dos bombeiros que ainda permanecem em busca de corpos, um grupo de salvamento de voluntários composto de moradores da região ajudou nos primeiros dias em que se procurava sobreviventes e militares israelenses também participaram da busca por alguns dias. O acontecimento gerou uma comoção nacional, movimentando várias inciativas para doação tanto para a população afetada quanto aos bombeiros. Nas redes sociais, a frase “não é acidente, é crime” viralizou.

7 - A paralisação parcial nos EUA e o muro de Trump

Os Estados Unidos vivenciaram a maior paralisação parcial de sua história, quando funcionários federais pararam de trabalhar por 35 dias. O acontecimento teve com causa a discordância entre Donald Trump, Presidente dos EUA, e a Câmara dos Deputados, de maioria democrata (partido contrário ao de Trump, o Republicano), sobre o orçamento federal a ser aprovado. Trump queria que o constasse US$ 5,7 bilhões para a construção de um muro na fronteira com o México, uma de suas mais polêmicas promessas de campanha. Os democratas, por outro lado, não aceitaram viabilizar dinheiro para o muro.

Trump decidiu, no dia 25 de fevereiro, assinar uma lei que permite financiar o governo federal até o dia 15 de fevereiro, sem incluir os recursos necessários para a construção do muro. Porém, deixou claro que se nesse meio tempo a Câmara não ceder e não negociar essa questão, o governo irá parar novamente, podendo inclusive usar o seu poder de declarar emergência nacional – o que faria com que a decisão do Presidente fosse acatada sem a aprovação do Congresso. A medida, no entanto, poderia ser contestada na Justiça.

quinta-feira, 13 de junho de 2019

Resumo: 230 anos da Queda da Bastilha (Revolução Francesa)


Este ano temos diversas datas que completam aniversário, isso acontece todo ano. Porém quando o número é redondinho, a chance de cair em uma prova de vestibular aumenta. Por este motivo, teremos diversos resumos sobre os assuntos mais importantes que estão de parabéns! Os textos são da Professora de História Joice Brignoli.

Jonathan Kreutzfeld

Por Joice Brignoli

Resumo: 230 anos da Queda da Bastilha

No dia 14 de Julho de 1789 iniciou na França um dos maiores eventos de sua História, refletindo em vários movimentos de independência pelo mundo a partir do século XIX.

Até o final do século XVIII, o regime absolutista somado aos gastos do rei Luís XVI e sua corte deixavam a população francesa desamparada. Os gastos com a guerra dos sete anos também contribuíram para aumentar o clima de insatisfação entre burgueses, camponeses e trabalhadores pertencentes a classe média. Estes grupos citados compunham o terceiro estado – cerca de 90% da população francesa, responsável pelo pagamento de todos os impostos da França e os únicos que não gozavam de privilégios políticos.

Após a convocação dos Estados Gerais - a primeira em cem anos, o terceiro estado voltou-se contra o abuso do poder real. Na tentativa de equilibrar a votação, os membros do terceiro estado propõem a votação por cabeça, pedido que não foi atendido pelo Rei.

Logo após ter o pedido negado, burgueses e camponeses arquitetam o início da revolução, tendo como marco inicial a tomada da bastilha, uma prisão política, onde estavam presos qualquer pessoa suspeita de conspirar contra o rei ou difundir ideias contrárias ao absolutismo monárquico.

Em dez anos de revolução, o terceiro estado passa por vários processos de rupturas e traições, como a divisão de seus membros em girondinos e jacobinos. Ainda, os ideais de liberdade e igualdade espalharam-se pela Europa e América, embalando vários processos de independência e emancipação política.

O histórico revolucionário da França é longo. O movimento iluminista no século XVIII, o maio de 68 no século XX e o mais recente, a revolta dos coletes amarelos no final do ano de 2018, onde a população francesa - precisamente a população das áreas periurbanas, levantaram-se contra o aumento do preço da gasolina entre outras reivindicações.

quinta-feira, 30 de maio de 2019

O Novo Parlamento Europeu


Entre os dias 20 e 26 de maio de 2019 ocorreram as eleições do Parlamento Europeu. O Parlamento Europeu é composto por 751 representantes dos 28 países membros da União Europeia. A ideia da União Europeia sempre foi bastante ampla em tentar aproximar os países em diversos aspectos e reduzir as desigualdades entre os mesmos. Funciona como um país, só que com estados que tem liberdade de aderir mais profundamente ou não aos anseios do bloco. O Parlamento Europeu representa os países membros de acordo com o tamanho de sua população e representatividade econômica. Sendo assim o maior integrante possui mais representantes e o menor, menos representantes.

Curiosamente, o Reino Unido participou das eleições do parlamento, mesmo com sua provável saída do bloco em outubro deste ano. Se isto ocorrer o parlamento passará a ter apenas 705 representantes.

O Parlamento Europeu fica em Estrasburgo, na França e a sede da União Europeia fica em Bruxelas na Bélgica, que é historicamente uma das nações de vanguarda na consolidação do bloco.

Resultados das Eleições

Assim como vem acontecendo em grande parte do mundo, os partidos tradicionais vêm perdendo espaço na política e a fragmentação partidária na Europa viu crescimento de nacionalistas, liberais e ambientalistas. Os conservadores se mantém mais fortes, lembrando que grande parte dos partidos europeus, de esquerda ou direita, costumam entender a importância do estado de bem estar social.


DISTRIBUIÇÃO POR PARTIDOS

·         EPP – Partido Popular Europeu

Linha política majoritária: conservadorismo liberal
Parlamentares: 180 (23,97% dos assentos)

A aliança reúne os mais tradicionais partidos de orientação liberal-conservadora da Europa, como o CDU da chanceler da Alemanha, Angela Merkel. Apesar de ter perdido espaço em relação a anos anteriores, o EPP continuará com o maior número de assentos. Portanto, o grupo é o favorito a eleger o próximo presidente da Comissão Europeia.

·         S&D – Aliança Progressista dos Socialistas e Democratas

Linha política majoritária: social-democracia
Parlamentares: 146 (19,44% dos assentos)
A coalizão integra os maiores partidos de orientação social-democrata dos países da Europa. Mantiveram a força na Espanha e em Portugal, países os quais governam. Entretanto, ficaram fora das duas primeiras colocações em países importantes como Reino Unido, Alemanha e França – o Partido Socialista francês, do ex-presidente François Hollande, obteve apenas a sexta maior votação, com apenas 6,2% dos votos.

·         ALDE&R – Coalizão liderada pela Aliança dos Liberais e Democratas pela Europa

Linha política majoritária: liberalismo social, centrismo
Parlamentares: 109 (14,51% dos assentos)
Integra os partidos e políticos liberais europeus favoráveis à União Europeia.

·         Verdes/EFA – Verdes/Aliança Livre Europeia

Linha política majoritária: ambientalismo
Parlamentares: 69 (9,19% dos assentos)
Aliança entre os partidos e políticos ambientalistas da União Europeia.

·         ECR – Conservadores e Reformistas Europeus

Linha política majoritária: conservadorismo
Parlamentares: 59 (7,86%)
É o maior e menos radical dos grupos considerados "eurocéticos". Defende maior soberania dos estados que constituem a União Europeia, com regras mais rígidas de imigração, por exemplo.

·         ENF – Europa das Nações e da Liberdade

Linha política majoritária: nacionalismo conservador e "eurocético"
Parlamentares: 58 (7,72%)
O grupo obteve sucesso principalmente na França e na Itália, com os partidos de Marine Le Pen e Matteo Salvini. Com forte discurso nacionalista, a aliança acusa a União Europeia de desrespeitar a soberania dos estados membro e critica a adoção do Euro e as políticas migratórias. Registrou crescimento nestas eleições e deve protagonizar os embates mais duros com as agremiações pró-UE e de esquerda.

·         EFDD – Europa da Liberdade e da Democracia Direta

Linha política majoritária: nacionalismo "eurocético"
Parlamentares: 54 (7,19%)
É o mais cético em relação à União Europeia entre as alianças nacionalistas, mas menos conservador do que os demais. O estatuto do grupo se posiciona contra o Euro como moeda única e advoga por formas de democracia direta paralelas ao bloco.

·         GUE/NGL – Grupo Confederal da Esquerda Unitária Europeia/Esquerda Nórdica Verde

Linha política majoritária: socialismo
Parlamentares: 39 (5,19%)
Apesar de manter posições bastante céticas quanto ao sucesso da União Europeia, os partidários se colocam como oposição dos nacionalistas – sobretudo em relação a temas sociais como imigração. Registrou menos votos do que em 2014, e deve seguir como força minoritária no Parlamento Europeu.

Jonathan Kreutzfeld

Fonte: