segunda-feira, 30 de maio de 2011

Urbano - Trânsito - Brasil

Estudo mostra que incentivos geraram troca de ônibus por carro

As políticas públicas de transporte público foram uma das causas para a mudança no perfil da mobilidade no Brasil
Foto: Terra

A elevação do poder aquisitivo da população, as isenções fiscais do governo para a compra de veículos e as deficiências do sistema de transporte público nas capitais e regiões metropolitanas são os motivos que fizeram com que a população brasileira trocasse o transporte público pelo particular no País. De acordo com um estudo divulgado pelo Instituto de Pesquisa e Economia Aplicada (Ipea), nesse ritmo a frota brasileira de automóveis e motos deve dobrar até 2025.

Para se ter uma idéia do crescimento, no Rio de Janeiro, em 1950, eram realizadas 649 milhões viagens de bonde, 216 milhões de ônibus e 20 milhões em automóveis. Em 2005, as viagens de bondes baixaram a zero, as de ônibus subiram para 1,5 bilhão e as de automóveis passaram a 1,6 bilhão.

O aumento da frota e as políticas ineficientes nas cidades, que adotaram sistemas de mobilidade de baixa qualidade e de alto custo, fizeram com que o tempo de deslocamento também aumentasse. Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografa e Estatística (IBGE), apontam que, entre 1992 e 2008, o tempo médio de deslocamento casa - trabalho da população nas 10 principais capitais subiu aproximadamente 6%. O percentual de pessoas que gastam mais de uma hora no seu deslocamento casa - trabalho também subiu, de 15,7% para cerca de 19%.

O levantamento mostra que a alta dependência do transporte rodoviário, associada com a degradação das condições de trânsito, têm feito com que o transporte público perca competitividade em relação ao transporte público. "...a ausência de políticas de priorização do transporte coletivo acabam gerando perdas de demanda e receitas para os sistemas públicos, impactando a tarifa cobrada, que, por sua vez, gera mais perda de demanda, retroalimentando o ciclo vicioso".

O resultado desse cenário fez com que as tarifas de ônibus aumentassem cerca de 60% acima da inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor, o que fez com que ainda menos gente usasse o ônibus como meio de transporte, a queda no período foi de 30%.

Fonte: http://noticias.terra.com.br/brasil/transito/noticias/0,,OI5157468-EI998,00-Estudo+mostra+que+incentivos+geraram+troca+de+onibus+por+carro.html

2 comentários:

  1. Sou psicologa e estou fazendo um trabalho sobre politicas publicas de transporte coletivo. Estarei usando seus dados com devido respeito ético de criação. Obrigada Magda

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  2. The emissions from desktop 3D printers are much like burning a cigarette or cooking on Pet Supplies a gas or electric range. The 2013 study was the primary to measure these airborne particle emissions from desktop 3D printers. While heating the plastic and printing small figures, the machines using PLA filament emitted 20 billion ultrafine particles per minute, and the ABS emitted a lot as} 200 billion particles per minute. These particles can settle in the lungs or the bloodstream and pose well being risk, especially for those with bronchial asthma. When melting plastic with warmth or lasers, 3D printers devour about 50 to one hundred occasions more electrical power than injection molding to make an merchandise of the identical weight, based on research by Loughborough University.

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