Sou defensor de continuidades, de ideias, projetos... À favor da democracia, sim, mas vejo as vantagens de um governo que têm projetos de médio e longo prazo. No caso do Chávez, penso que com os dados demonstrando melhoria nos índices de desigualdade social, fico feliz. No entanto, sabendo que o país depende cada vez mais do capital petrolífero, penso que está tudo errado por lá. O país sempre foi praticamente autossuficiente em alimentos e hoje exporta dois terços de praticamente tudo, a produção industrial vai de mal a pior e o desemprego é altíssimo, mas o governo aguenta. Isso é preocupante. Não dá pra depender somente do petróleo, é complicado. Socialismo da pobreza também não! Esse é quase o modelo soviético, enquanto isso, fico com o modelo chinês. Mesmo não concordando com censura, falta de direitos, exageros ambientais...
Jonathan Kreutzfeld
Hugo Chávez faturou neste
domingo (7) pela quarta vez as
eleições presidenciais na Venezuela — a terceira sob a atual
Constituição. Ao garantir mais seis anos no poder, o líder venezuelano vai
completar 20 anos no cargo quando encerrar o atual mandato, em 2019.
Chávez foi eleito pela primeira vez em 1998. No ano seguinte, Chávez aprovou a nova Constituição do país, pela qual se elegeu pela primeira vez em 2000. O mandatário então foi reeleito em 2006.
Em 2009, a Assembleia Nacional venezuelana, dominada pelos chavistas, aprovou a reforma constitucional que permite a reeleição indefinida. O projeto foi aprovado no mesmo ano em referendo.
Em 7 de outubro de 2012, Chávez enfrentou nas urnas o opositor Henrique Capriles, governador de Miranda, o Estado mais populoso do país.
VEJA
AS DECLARAÇÕES DO CANDIDATO DERROTADO CAPRILES
Caracas - O
candidato da oposição à presidência da Venezuela, Henrique Capriles Radonski,
cumprimentou o presidente Hugo Chávez por sua reeleição nesse domingo (7/10), e
desejou que o vencedor "leia com grandeza" os resultados.
"Quero felicitar o candidato, o presidente da República, quero lhe mandar nossos parabéns, e que oxalá leia com grandeza a expressão do nosso povo no dia de hoje", disse Capriles em entrevista coletiva após a divulgação dos resultados oficiais.
"Aqui quem perdeu fui
eu, o povo não deve se sentir derrotado, aqui o povo contribuiu para abrir um
caminho e este caminho está aí (...) estamos neste caminho e não vou abandonar
quase a metade deste país", afirmou Capriles.
"A outra opção teve mais votos que nós, assim é a democracia, mas obtive a confiança de milhões de venezuelanos e seguirei trabalhando por este caminho para os venezuelanos (...). Mais de seis milhões pensam que as coisas podem ficar muito melhor", destacou o líder da oposição, de 40 anos.
"Peço hoje a quem manteve o poder que respeite, considere a quase metade do país que não está de acordo com seu governo", concluiu Capriles.
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