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quinta-feira, 22 de maio de 2014

Favela Farroupilha em Blumenau

Hoje apresentamos informações que muitos na cidade desconhecem. As favelas localizavam-se nas faldas do morro da Caixa D’água, onde estabeleceram o Museu da Água.

Os assentados eram de todas as etniasideologias, e vieram, na sua maioria, à nossa cidade para trabalhar na construção da Estrada de Ferro e Ponte de Ferro “Aldo Pereira de Andrade.” A eles nosso respeito e carinho, pois souberam com seu trabalho obter sustento às suas famílias, além de contribuir para o crescimento de nossa querida Blumenau.

Adalberto Day


A foto entre 1947/48 retrata o Morro da Caixa d'água  com os assentamentos daFarroupilha no costado leste do dito  morro, ou seja, visto da margem esquerda do rio Itajaí Açu  - de algum ponto antes do túnel EFSC. Existiam em torno de 102 barracos.


Entre 1947/48 Foto AHJFS
Foto entre 1947/48 - AHJFS

“Existia em Blumenau uma favela no morro da caixa d'água. (Onde hoje se localiza a ETA 1, ao lado da ponte de ferro Aldo Pereira de Andrade). Essa favela era conhecida como a Farroupilha. Era um tratamento pejorativo, porque farroupilha significa maltrapilho, mas acabou tendo, também, uma característica sentimental.

Acontece que era ali, naqueles barracos na barranca do Rio Itajaí Açu, que estavam os mais apaixonados torcedores do Brasil/Palmeiras E.C./BEC., e por isso foi formada a "Torcida Farroupilha". 

O interessante é que pobres e ricos se uniam nessa torcida e quando o Palmeiras enfrentava seu arqui rival, o G.E. Olímpico, a torcida farroupilha desfilava pela rua quinze com batuques e bandeiras do clube, em um pré-desafio ao time grená da Alameda Rio Branco.

Foto 1938 - Frederico Kilian

A favela Farroupilha foi "desativada" pela Prefeitura em 1949, visando "embelezar" a cidade para festejar o seu centenário em 2 de setembro de 1950. A maioria dos moradores foi deslocada para outro morro, o da Rua Araranguá (o então Beco Araranguá), conta o escritor e jornalista Carlos Braga Mueller”.

 
“Parte do terreno onde estabeleceram a Farroupilha do costado leste do Morro da Caixa (Com bem menos choupanas que no lado oeste), pertenceu  ao sr. Bruno Kadletz e o da parte oeste do costado  era propriedade do sr. Roberto Baier. Longa foi a demanda judicial mantida pelo Roberto Baier para ver-se imitido na posse do terreno tomado pelos trabalhadores.

Vieram de todas as partes do sul do país, não houve predominância regional. Procuravam trabalho e a EFSC contratava para executar a PONTE e o  TÚNEL, além da própria via férrea elevada. Recordemo-nos que tratores não havia, os  trabalhos eram executados com picareta, pá e carrinho de mão, enfim no braço.

A primeira Foto deve ser dos anos 1947/48, logo antes da sua erradicação. No   alto do morro, junto às instalações da caixa d'água, pode ser observada a construção que serviu de residência ao responsável pelo tratamento da água, o sr. Reinoldo Althoff  e família” nos relata Niels Deeke, memorialista em Blumenau.

Arquivo : Bruno Kadletz/Frederico Kilian/Arquivo Histórico José Ferreira da Silva AHJFS

Colaboração: Niels Deeke/Carlos Braga Mueller/José Geraldo reis Pfau

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