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terça-feira, 29 de julho de 2014

Favelização: As Favelas e os Cortiços

Trabalho escolar realizado na disciplina de Geografia no Centro Educacional Timbó S/A (CETISA).

Professor: Jonathan Kreutzfeld

Autores: Antônio Ferrari Junior, Fernanda de Castilho, Igor Neckel, Maria Luiza Huf Marchi, Matheus Allan Kurtz Willrich.

As favelas e os cortiços no Brasil são um dos maiores problemas sociais que a sociedade enfrenta nos dias de hoje. Com instalações precárias e falta de infraestrutura, a população residente fica a mercê de doenças, criminalidade, desemprego, preconceitos, entre outros fatores. As favelas e cortiços abrigam a população totalmente desfavorecida economicamente e que merece mais atenção da nação.
A favela, hoje, é também chamada de Aglomerado Subnormal. O termo é utilizado pelo IBGE para designar um conjunto constituído por no mínimo 51 unidades habitacionais, que ocupou ou está ocupando, terreno de propriedade alheia. Estas estão dispostas, em geral, de forma desordenada e densa; são carentes, em sua maioria, de serviços públicos e essenciais.  Esse é o tema deste trabalho: onde, como e por que ocorrem a favelização e os cortiços.

FAVELIZAÇÃO

A favelização é o processo de crescimento de favelas num local ou cidade. Trata-se de um problema social, pois as habitações são construídas sem planejamento ou idealização. De acordo com o IBGE, o Brasil possui mais de 11 milhões de pessoas vivendo em favelas, equivalendo 6% da população nacional. Dentre os valores apresentados 80% são pessoas que vivem em regiões metropolitanas, ajudando a reforçar o quanto a urbanização esta ligada a favelização.
A favela é um fenômeno típico das grandes cidades industriais, que atraem muitos trabalhadores de outras regiões. Existiu nos países hoje desenvolvidos, na época em que a atividade industrial começou a se expandir muito (Revolução Industrial). Com o tempo, as cidades foram aos poucos se adaptando ao aumento populacional e industrial, e tentando resolver seus problemas de habitação. Entretanto, ainda existem favelas, mesmo em países como Itália, Alemanha, Espanha e EUA.
Nos países que só se industrializaram no séc. XX, como o Brasil e outros da América Latina, o crescimento industrial foi brusco e rápido, estimulando o surgimento das favelas. Atualmente, um a cada cinco paulistanos mora na favela. As cidades brasileiras cresceram rapidamente depois de 1930 e suas indústrias atraíram populações pobres do campo (êxodo rural). Surgiram então grandes subúrbios de casas populares, habitadas por famílias operárias.
Muitas das pessoas vindas de fora não tinham condições de ocupar essas moradias construídas em ritmo menor. Assim, improvisaram suas habitações como podiam, em alguma área vazia. O aumento dos habitantes e a miséria comum reforçavam a solidariedade entre os moradores, dando certa estabilidade à favela. Ao surgirem, receberam nomes diferentes conforme a cidade: alagados em Salvador, mocambos no Recife e malocas em Porto Alegre.

FAVELA

O nome origina-se da planta “favella”, vegetação que cobria um morro na Bahia ocupado pelos soldados durante a Guerra dos Canudos. Esses mesmos soldados ocuparam, posteriormente, o então Morro da Providência, no Rio de Janeiro. O surgimento das favelas está ligado, entre outros fatores, às reformas urbanas realizadas pelas autoridades cariocas no início do século XX, cujo objetivo era a higienização do espaço urbano através das demolições dos cortiços.
Construídas com tábuas, caixotes, latas, folhas de zinco e outros materiais usados ou descartados pelos grandes centros, as habitações miseráveis que formam as favelas aglomeram-se em lugares abandonados. “Favela. S. f. Bras. 1. Conjunto de habitações populares toscamente construídas [...] e desprovidas de recursos higiênicos.” (Dicionário Aurélio Básico da Língua Portuguesa, 1988). Carecem de serviços básicos como abastecimento de água potável, saneamento, eletricidade, policiamento e infraestrutura.
Abrigando a população mais pobre das grandes cidades, tem alta densidade populacional e, pelo alto índice de pobreza desses espaços, as favelas entram na rota do crime com ações ilegais. Excluídos não apenas territorialmente, seus habitantes são objeto de preconceito e rejeição. Por falta de endereço formal, encontram dificuldades para comprar a prazo e conseguir empregos. O número de negros e mães solteiras é maior que a média da cidade, assim como a quantidade de pessoas por cômodo.
Hoje, cerca de um bilhão de pessoas vivem em favelas em todo o mundo, variando em alguns aspectos em cada país. A segunda maior favela do mundo está localizada na Cidade do México, e a maior, no estado de Maharashtra, na índia. A favela da Rocinha, no Brasil, é a nona maior do mundo. Já a maior favela vertical do mundo é Kowloon, na China.
As favelas estão frequentemente localizadas em áreas ambientalmente frágeis: beira de córregos, fundos de vales inundáveis, áreas de mangues, encostas íngremes, entre outros. Ocupando área pública ou de uso difícil, mas perto do centro da cidade, onde se concentravam os empregos, a favela fornece inclusive mão de obra barata para serviços necessários, porém mal pagos: operários braçais, empregadas domésticas, subempregados em geral.

Favela da rocinha – RIO DE JANEIRO
 CORTIÇO

Cortiço é uma denominação dada no Brasil para uma moradia cujos cômodos são alugados para famílias inteiras. É um aglomerado de casebres, onde há pessoas miseráveis morando juntas. Os cortiços são das regiões de favelas e possuem condições precárias de habitação.
 As pessoas que moram em cortiços são pobres e o dividem com cerca de 6 pessoas. Geralmente não possuem muito contato com seus vizinhos de quarto, pois na maior parte do dia estão trabalhando. A maior parte dessas pessoas sonha em sair das favelas e conseguir melhores condições de vida, porém sofrem com o estigma social de serem da favela.
Os cortiços podem ser: De quintal (localizado nas regiões de centro); Pensão (uma construção independente); Casa de cômodos (possui várias subdivisões internas); Improvisados (onde ocorre a ocupação precária de locais indevidos, como estábulos) Hotéis (comercial de dia, dormitório à noite).
Em meados do século 19, um tipo de moradia começava a se alastrar pelo Rio: os cortiços. Erguidas principalmente por imigrantes portugueses, as construções precárias eram formadas por dezenas de quartos pequenos, sem cozinha, com banheiros e tanques coletivos. (Retirado de: < http://www.abril.com.br/noticias/geral/demolicao-corticos-deu-origem-favelas-401622.shtml >Acesso em: 07 Jun. 2014).
        O nome cortiço é originário da 1ª revolução industrial onde os trabalhados industriais não tinham habitação, então se aglomeravam em barracos aos arredores das fábricas, onde famílias inteiras viviam em pequenos quartos, sem condições higiênicas e sujeitas a várias doenças provenientes da fumaça das fábricas.
O primeiro cortiço a ser demolido foi o “Cabeça de Porco”, em 1893, que virou sinônimo desse tipo de moradia e inspirou o escritor Aluízio de Azevedo em sua obra "O Cortiço". O desmonte do Cabeça de Porco é indicado como possível razão das instalações de favelas. A proprietária do antigo cortiço, que também era dona de lotes no Moro da Providência, negociou novas moradias com os locatários que ficaram sem teto.  Ou seja, a demolição dos cortiços foi um dos elementos que influenciou na origem das favelas.

 Centro – SÃO PAULO

          CONCLUSÃO

A industrialização, mecanização do campo e crescimento vegetativo da população urbana contribuem para a formação das favelas e cortiços. A implantação de sistemas de transportes públicos eficientes e confiáveis, autoestradas ou rodovias interestaduais e conjuntos habitacionais, por exemplo, são investimentos para uma boa infraestrutura urbana, que poderiam auxiliar na dissipação das favelas. Não uma dissipação preconceituosa como forma de “higienização” das cidades, mas com a melhoria das condições de vida, trabalho e acessibilidade para a população carente desses locais.

ANEXOS












 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

CIVITA, Victor et al. Enciclopédia do Estudante. São Paulo: Abril Cultura, 1974. 4 v. P. 554.
FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda et al. Dicionário Aurélio Básico da Língua Portuguesa. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. P.291, 1988.
Retirado de: < http://pt.wikipedia.org/wiki/Corti%C3%A7o >. Acesso em: 06 Jun. 2014.
Retirado de: < http://top10mais.org/top-10-maiores-favelas-mundo/ >. Acesso em 09 Jun. 2014.
Retirado de: < http://www.abril.com.br/noticias/geral/demolicao-corticos-deu-origem-favelas-401622.shtml >. Acesso em: 07 Jun. 2014.
Retirado de: < http://www.brasilescola.com/brasil/favela.htm >. Acesso em: 06 Jun. 2014.
Retirado de: < http://www.cefetsp.br/edu/eso/geografia/corticos261.html >. Acesso em: 06 Jun. 2014.
Retirado de: < http://www.mundoeducacao.com/geografia/favelizacao.htm >. Acesso em: 06 Jun. 2014.

Retiradode:http://www.usp.br/fau/depprojeto/labhab/biblioteca/textos/maricato_favelas.pdf >. Acesso em: 07 Jun. 2014.

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