quinta-feira, 15 de agosto de 2019

Resumo: Mata Atlântica - Conceitos e Desmatamento


Trabalho realizado na disciplina de Geografia, supervisionado pelo professor Jonathan Kreutzfeld

Por: Adrian Patrick Leicht , Cauê Henrique Schmitz, Emanuelle Cristiny Monte dos Santos , Gabriela Diemer Guillande , Joana Fernandes Hugen, Nicholas Lorenz Linshalm 

Mata Atlântica e as Questões Ambientais

Características

• Presença de árvores de médio e grande porte que formam uma floresta densa e fechada.
• Fauna com grande diversidade de espécies de mamíferos, anfíbios, aves, insetos, peixes e répteis.
• As árvores de grande porte formam um microclima na mata, produzindo sombra e umidade.
• Grande biodiversidade com a presença de diversas espécies animais e vegetais.
• É no território da Mata Atlântica que habita a maior parte da população brasileira, com cerca de 115 milhões de pessoas, o que corresponde a 61% dos habitantes do Brasil. Esses dados são do Censo Demográfico realizado pelo IBGE em 2010.
• Na região da Serra do Mar, forma-se na Mata Atlântica uma constante neblina.
• Sua área abrange a costa leste, sudeste e sul do Brasil e, além disso, uma parte do Paraguai e da Argentina.
• É a segunda maior floresta em extensão do Brasil.

Florestas que compõem a Mata Atlântica

É considerado florestal qualquer grande área de terra coberta de árvores ou outra vegetação que produza madeira, onde as copas se tocam formando um “teto” verde. Em geral compostas por árvores e mesclando arbustos, gramíneas entre outras variáveis.

Floresta Ombrófila Densa

Floresta Ombrófila Mista

Floresta Ombrófila Aberta

Floresta Estacional Decidual

Floresta Estacional Semidecidual 

Ecossistemas Agregados

Mangues - é um ecossistema costeiro de transição entre os biomas terrestre e marinho. O termo aplica-se a zonas úmidas características de regiões tropicais e subtropicais.



Restingas - é um espaço geográfico formado sempre por depósitos arenosos paralelos à linha da costa, de forma geralmente alongada, produzido por processos de sedimentação, onde se encontram diferentes comunidades que recebem influência marinha, podendo ter cobertura vegetal em mosaico.


Campos de Altitude - Em biogeografia, a designação campos de altitude lato sensu se refere a três tipos de vegetação de altitude da América do Sul: campos de altitude stricto sensu, campos rupestres e páramos.


E quanto resta deste Bioma no Brasil?

O bioma abrange área de cerca de 15% do total do território brasileiro, o que inclui 17 Estados, dos quais 14 são costeiros. Hoje, restam apenas 12,4% da floresta que existia originalmente e, desses remanescentes, 80% estão em áreas privadas.



O desmatamento da Mata Atlântica entre 2017 e 2018 caiu 9,3% em relação ao período anterior (2016-2017), que por sua vez já tinha sido o menor desmatamento registrado pela série histórica do Atlas da Mata Atlântica, iniciativa da Fundação SOS Mata Atlântica e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), que monitora o bioma desde 1985.

De acordo com a INPE, no último ano foram destruídos 11.399 hectares (ha), ou 113 Km², de áreas de Mata Atlântica acima de 3 hectares nos 17 estados do bioma. No ano anterior, o desmatamento tinha sido de 12.562 hectares (125 Km²).

A Mata Atlântica é um Hotspot brasileiro!



Mata Atlântica em Santa Catarina

Sua área de ocorrência são planícies e serras litorâneas do território estadual, em ambientes que a influência marítima marca com intensidade, com índice de umidade de maior elevação e amplitude térmica de menor elevação. É uma cobertura vegetal do tipo higrófila, latifoliada, perenifólia, densa e heterogênea.



Com uma extensão territorial de 95.985 km2, dos quais 85%, ou 81.587 km2, estavam originalmente cobertos pela Mata Atlântica, Santa Catarina situa-se hoje como o terceiro Estado brasileiro com maior área de remanescentes da Mata Atlântica, resguardando cerca de 1.662.000 hectares (16.620 Km2), ou 17,46% da área original. Registra-se que a área do Estado corresponde tão somente a 1,12% do território brasileiro.

Santa Catarina é um dos cinco estados brasileiros que mantêm índices considerados inaceitáveis de desmatamento, de acordo com a Fundação SOS Mata Atlântica e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

Problemas Ambientais

Caça predatória e comércio ilegal:

O comércio ilegal ainda é uma atividade muito presente no Brasil. De acordo com a ONU, o comércio ilegal de espécies gera algo em torno de US$ 1,5 milhão. Biopiratas se passam muitas vezes por turistas ou cientistas, sendo muitas vezes guiados por índios nativos.

Queimadas e incêndios:

Os desmatamentos e as queimadas são comuns para que haja terreno para agricultura. Muitas vezes, acabam causando a extinção de espécies, reduzem a biodiversidade existente, provocam erosões e tiram nutrientes do solo. Além disso, as queimadas ainda prejudicam a atmosfera.

Desmatamento ilegal:

A exploração da madeira, quando controlada, contribui para a formação de empregos, porém a exploração ilegal ainda é muito presente, estando também relacionada com o tráfico de espécies animais da região.


Industrialização:

Quando o Brasil entrou no processo industrial, as árvores começaram a ser o recurso natural para o funcionamento das indústrias, como carvão vegetal e lenha. Com o progresso das indústrias, a eletricidade se tornou indispensável para o bom funcionamento das mesmas, assim foram construídas hidrelétricas em espaços que antes eram repletos de árvores, contribuindo para o desmatamento. Na região sudeste, 269 usinas foram construídas onde antes havia 17.130 km² de vegetação.

Pesca predatória e poluição dos rios:

Peixes como o Pacu, a Traíra e o Dourado são afetados pela pesca predatória, graças ao seu sabor, e da pesca esportiva descontrolada. Além disso, a poluição dos rios da Mata Atlântica, através de escoamento de esgotos e descarte de lixo em suas águas, vem afetando os peixes, os levando a morte. De acordo com a fundação SOS Mata Atlântica, mais de 20 toneladas de peixes foram retiradas dos rios em 2014.

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